Bebê de dois meses com bronquite é deportado para o México com família após detenção no Texas
Um bebê de apenas dois meses de vida, que passou três semanas em um centro de detenção em Dilley, no estado do Texas, foi deportado para o México junto com toda a sua família. O caso envolve a mãe, o pai e a irmã de um ano e quatro meses da criança, identificada como Juan Nicolás, que havia recebido diagnóstico de bronquite durante o período de custódia.
Denúncia do congressista Joaquín Castro nas redes sociais
O congressista Joaquín Castro vem se manifestando publicamente sobre o caso através de suas redes sociais, onde fez uma série de denúncias graves. "Após conversar com o advogado deles, confirmei que Juan, sua irmã de 16 meses, sua mãe e seu pai foram deportados", escreveu Castro em sua última publicação no Facebook.
Segundo o relato do parlamentar, o Serviço de Imigração e Controle Alfandegário dos Estados Unidos (ICE) deportou a família inteira, que levou consigo apenas o dinheiro que tinha em mãos: 190 dólares. "Deportar desnecessariamente um bebê doente e toda a sua família é hediondo", afirmou Castro com veemência.
Condições de saúde e atendimento médico questionados
O congressista explicou que sua equipe está em contato com a família de Juan e totalmente concentrada em localizá-los após a deportação. Castro também se comprometeu a "responsabilizar o ICE por essa ação monstruosa" e "exigir informações específicas sobre seu paradeiro e bem-estar, assim como garantir sua segurança".
Na rede social X, o congressista foi ainda mais específico, declarando que ao menos o bebê e a mãe foram "abandonados do outro lado da fronteira, no México". Segundo informações da revista People, o bebê foi levado ao hospital na segunda-feira devido à bronquite, recebendo alta ainda naquela mesma noite.
Sequência de eventos que levaram à deportação
Castro detalhou na rede X que, na manhã seguinte à visita hospitalar, a mãe compareceu diante de um juiz de imigração que informou sobre a deportação, sem especificar quando isso ocorreria. Já na segunda-feira, antes mesmo da deportação, o congressista havia alertado publicamente que a vida de Juan Nicolás "estava em risco", alegando que as instalações do centro de detenção não contavam com médico disponível para atendê-lo adequadamente.
Um porta-voz do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos forneceu uma versão diferente à revista People, afirmando que a criança foi levada a um hospital local em Pearsall, no Texas, "para uma avaliação preventiva após apresentar sintomas de infecção respiratória" em 16 de fevereiro.
Versão oficial sobre as condições médicas
Segundo a mesma fonte oficial, a mãe "pôde acompanhar o estado de saúde da criança durante toda a visita ao hospital". O comunicado do Departamento de Segurança Interna acrescenta: "A equipe do hospital constatou que o estado da criança era estável e que ela permaneceu alerta e responsiva durante a avaliação".
O hospital não internou o bebê, que retornou a Dilley, onde "a equipe médica continua a monitorar sua saúde". A declaração oficial finaliza afirmando que "Ela está em condição estável, alerta e responsiva, e continua a receber os cuidados adequados".
Contexto do centro de detenção de Dilley
O centro de detenção em questão é o mesmo onde estiveram detidos Adrian e Liam Ramos anteriormente. A imagem de Liam, então com cinco anos, ganhou repercussão internacional à época, com fotografias mostrando a criança sendo levada pelo ICE ainda com sua mochila escolar, após ter sido buscada pelo pai na escola.
Este novo caso de deportação de uma família com crianças pequenas, incluindo um bebê diagnosticado com problemas respiratórios, reacende o debate sobre as políticas de imigração dos Estados Unidos e o tratamento dado a famílias com crianças em centros de detenção.