EUA atacam Venezuela e capturam Maduro: crise chega à América do Sul
Ataque dos EUA na Venezuela: Maduro capturado

O continente sul-americano acordou sob o som de bombas e explosões neste sábado (3). Em uma ação militar direta e sem precedentes nas últimas décadas, os Estados Unidos realizaram um ataque em grande escala contra a Venezuela, resultando na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, que foram retirados do país.

O ataque e a confirmação presidencial

Por aproximadamente duas horas, os céus de Caracas e de outras regiões do norte venezuelano foram iluminados por clarões e abalados por um ruído terrível de explosões. Cenas comuns em conflitos distantes, como na Ucrânia ou no Oriente Médio, se repetiam agora em um país que faz fronteira com o Brasil. Às 4h21 (horário de Washington) ou 5h em Caracas, o então presidente americano, Donald Trump, confirmou a operação nas redes sociais.

"Os Estados Unidos conduziram com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, – que foi capturado com sua mulher e levado para fora do país", declarou Trump. Esta marca a primeira intervenção militar direta dos EUA na América Latina em 36 anos, desde a derrubada do ditador panamenho Manuel Noriega.

Alvos e caos nas ruas

Os bombardeios atingiram pontos estratégicos. O Forte Tiuna, complexo militar no sudoeste de Caracas onde Maduro supostamente estava escondido, foi um dos alvos. Ataques também ocorreram na base aérea de La Carlota, no porto de La Guaira e no aeroporto de Higuerote.

O governo venezuelano reagiu imediatamente, condenando a ofensiva. Em comunicado, acusou os Estados Unidos de terem como objetivo "se apoderar dos recursos estratégicos da Venezuela – em particular o petróleo e os minerais". O ministro do Interior, Diosdado Cabello, foi às ruas ainda de madrugada pedir calma à população.

Com o amanhecer, a dimensão dos estragos ficou visível. Nas proximidades da base de La Carlota, blindados queimados, metal retorcido e ônibus destruídos compunham a paisagem. Em Caracas, as ruas amanheceram vazias e o comércio, fechado.

Incerteza e reações divididas

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, apareceu na TV estatal por volta das 6h (horário local) afirmando não saber o paradeiro de Maduro e exigindo do governo americano uma prova de vida imediata do casal presidencial.

Enquanto isso, a população reagiu de forma dividida. Apoiadores do chavismo saíram às ruas com cartazes que diziam "Devolvam nosso presidente. Nem uma gota de petróleo para os Estados Unidos". Uma manifestante expressou raiva: "Ninguém vem de outro país levar embora um presidente só porque está com vontade".

Por outro lado, alguns cidadãos, como um homem identificado como Renato, demonstraram um sentimento de esperança misturado com medo. "Um monte de gente esperava isso, uma operação cirúrgica. O que acontece é que esses que estão do lado do governo não acreditavam que seria tão fácil", comentou um morador.

Diante da crise, a Venezuela decretou estado de emergência, acionando todas as forças de segurança e milícias aliadas ao regime. O horizonte, por enquanto, é de profundas incertezas, com o caos de guerras distantes chegando oficialmente ao coração da América do Sul.