O Comitê Olímpico do Brasil (COB) divulgou, nesta sexta-feira (9), os nomes dos cinco atletas que serão imortalizados no Hall da Fama da entidade em 2025. A lista inclui algumas das maiores lendas do esporte nacional, cujas conquistas marcaram época e continuam a inspirar gerações.
Os escolhidos para a imortalidade olímpica
Os novos integrantes do seleto grupo foram definidos pela comissão avaliadora do COB no último dia 10. A honraria recai sobre Oscar Schmidt, o "Mão Santa" do basquete; a dupla de ouro do vôlei de praia Ricardo Santos e Emanuel Rego; e os pioneiros da vela Alexandre Welter e Lars Björkström.
Em uma cerimônia cuja data e local ainda serão divulgados, os atletas terão as marcas de suas mãos e pés eternizadas em moldes de gesso, um símbolo de permanência no panteão do esporte brasileiro. Marco La Porta, presidente do COB, enfatizou a importância do momento: "É um orgulho enorme para o COB homenagear esses gigantes. Não é só sobre reconhecer os grandes feitos e guardar seus nomes na história, é garantir que suas trajetórias sigam inspirando, sigam vivas para sempre, como um farol, dentro do esporte olímpico brasileiro".
Trajetórias que fizeram história
Oscar Schmidt é uma lenda global do basquete. Detentor do recorde de maior pontuador da história dos Jogos Olímpicos, com mais de 1.000 pontos, ele disputou cinco Olimpíadas consecutivas, entre Moscou 1980 e Atlanta 1996. Único brasileiro no Hall da Fama da NBA, mesmo sem ter jogado na liga, ele é considerado um dos 100 maiores jogadores de todos os tempos.
No vôlei de praia, Ricardo Santos e Emanuel Rego formaram uma das duplas mais vitoriosas do mundo. Foram campeões olímpicos em Atenas 2004 e conquistaram o bronze em Pequim 2008. Além do ouro olímpico, venceram o Mundial de 2003, cinco etapas do circuito mundial e os Jogos Pan-Americanos do Rio em 2007, ajudando a consolidar a modalidade no país.
Os velejadores Alexandre Welter e Lars Björkström entraram para a história ao conquistar a primeira medalha de ouro olímpica do Brasil na vela, na classe Tornado, durante os Jogos de Moscou de 1980. A vitória quebrou um jejum de 24 anos sem pódios olímpicos para o país na modalidade. A parceria, iniciada em 1976, seguiu ativa no Movimento Olímpico mesmo após o fim da carreira, atuando como voluntários na Rio 2016. Eles são reconhecidos hoje como os campeões olímpicos vivos mais velhos do Brasil.
Expansão de um legado
Criado em 2018, o Hall da Fama do COB teve como primeiros imortalizados a dupla de vôlei de praia Jackie Silva e Sandra Pires, o velejador Torben Grael e o maratonista Vanderlei Cordeiro. Com a inclusão dos cinco novos nomes, o total de homenageados sobe para 39.
Os últimos atletas a ingressar, antes deste anúncio, foram a ginasta Daiane dos Santos, o judoca Edinanci Silva, o tenista Gustavo Kuerten e o atirador esportivo Afrânio da Costa (in memoriam), eleitos em 2024 para a cerimônia do ano passado.
A iniciativa do COB vai além da simples homenagem. Ela serve como um poderoso instrumento de preservação da memória esportiva nacional, garantindo que as conquistas e os exemplos de dedicação, superação e excelência desses atletas continuem a iluminar o caminho das futuras gerações de brasileiros no cenário olímpico mundial.