Polícia Civil do Rio desarticula plano terrorista com bombas caseiras e coquetéis molotov
A Polícia Civil do Rio de Janeiro anunciou nesta segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, a desarticulação de um plano de ataque terrorista que seria realizado em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), no Centro da capital. A operação, batizada de Break Chain, resultou na execução de dezenas de mandados de busca e apreensão em diferentes regiões do estado, incluindo a capital, a Região Metropolitana e o interior.
Detalhes da operação que evitou 'consequências incalculáveis'
De acordo com informações divulgadas pela corporação, a investigação teve início após a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) identificar grupos de mensagens e páginas em redes sociais criados com o objetivo de organizar manifestações antidemocráticas. Esses atos estavam programados para ocorrer em diversos estados do Brasil, com o evento no Rio marcado para as 14h desta segunda-feira.
Inicialmente, a ação policial mirava quatro indivíduos, mas informações de inteligência identificaram outras 13 pessoas envolvidas na manhã do mesmo dia, levando à concessão de novos mandados pela Justiça. O grupo, que se autodenominava "Geração Z", planejava usar bombas caseiras e coquetéis molotov durante as manifestações.
Objetivos e métodos do grupo 'Geração Z'
Segundo a Polícia Civil, os suspeitos compartilhavam conteúdos radicais e orientações detalhadas sobre a confecção de artefatos incendiários improvisados, como:
- Coquetéis molotov
- Bombas de bolas de gude e pregos
O comunicado oficial destacou que o grupo buscava incitar e planejar "atos de violência e terrorismo", com o objetivo explícito de provocar pânico, desordem e caos social. Entre os alvos mencionados estavam:
- Estruturas de telecomunicações
- Prédios públicos
- Autoridades estatais
- Centros políticos
A corporação enfatizou que as práticas evidenciam a intenção do grupo de causar destruição e representam um risco concreto à população.
Crimes investigados e papel dos envolvidos
Os membros do grupo estão sendo investigados por uma série de crimes graves, incluindo:
- Incitação ao crime
- Associação criminosa
- Posse, fabricação ou preparo de artefato explosivo ou incendiário
Os participantes baseados no Rio de Janeiro, segundo a Polícia Civil, exerciam papel ativo e relevante no planejamento, com incentivo direto à prática de atos violentos e direcionamento das ações previstas.
A operação Break Chain foi descrita como um sucesso que evitou um ataque terrorista de consequências incalculáveis no Centro do Rio. A Polícia Civil informou ainda que outras investigações relacionadas ao caso continuam em andamento, visando desarticular completamente a rede envolvida nos planos antidemocráticos.