Após registrar uma derrota política na semana anterior com a rejeição do nome de Jorge Messias para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) — resultado de uma articulação entre setores do Supremo, o senador Davi Alcolumbre e a oposição —, o governo federal parece ter encontrado o fôlego para o período eleitoral. O fato novo decorre da operação policial que atingiu o senador Ciro Nogueira (PP).
Operação Compliance Zero atinge Ciro Nogueira
Ciro Nogueira está entre os alvos da nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras ligadas ao Banco Master. A Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão em endereços do senador em Brasília e no Piauí. Ele está proibido de manter contato com os demais investigados.
Impacto estratégico e político
O impacto da operação é estratégico, não apenas jurídico: Nogueira, que presidiu a Casa Civil na gestão de Jair Bolsonaro, é uma das lideranças do Centrão alinhadas à oposição e presidente do partido que abriga nomes cotados para a vice-presidência na chapa de Flávio Bolsonaro, como o próprio senador ou a ex-ministra Tereza Cristina.
Reações e desdobramentos
Na queda de braço sobre quem tem mais relação com o Banco Master, o governo saiu ganhando. Para os articuladores governistas, o alcance dessa investigação sobre integrantes do Centrão se sobrepõe, no momento, a implicações que envolvem o PT na Bahia ou o senador Jaques Wagner. O presidente Lula tem ressaltado publicamente que a operação foi conduzida por André Mendonça, ministro do STF indicado pelo ex-presidente Bolsonaro.



