A defesa do senador Ciro Nogueira (Progressistas) afirmou que ele não participou de atividades ilícitas investigadas na nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (7). Em nota, os advogados informaram que o parlamentar está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos e colaborar com as investigações.
Operação Compliance Zero atinge Ciro Nogueira
O senador Ciro Nogueira foi alvo da nova etapa da operação, que apura suspeitas de repasses de vantagens indevidas e lavagem de dinheiro. A defesa repudiou qualquer ilação de ilicitude relacionada à atuação do senador, especialmente no exercício do mandato parlamentar. Os advogados também criticaram medidas adotadas na investigação, consideradas graves e invasivas, baseadas em trocas de mensagens atribuídas a terceiros. Segundo a defesa, tais medidas merecem reflexão e controle severo de legalidade, devendo ser analisadas pelas Cortes Superiores.
Detalhes da operação
Esta é a 5ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. Além de Ciro Nogueira, seu irmão Raimundo Nogueira também é alvo de buscas. A PF cumpriu mandado de busca e apreensão em um endereço do senador em Brasília (DF). Ao todo, foram expedidos um mandado de prisão temporária e 10 mandados de busca e apreensão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a serem cumpridos no Piauí, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal.
Segundo a decisão do STF, a PF aponta indícios da suposta conduta do senador em favor de um banqueiro, em troca de vantagens econômicas indevidas. O caso relativo a Ciro Nogueira era um dos com maior quantidade de indícios a serem investigados. O alvo da prisão temporária é Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, preso em Minas Gerais. A Justiça autorizou também o bloqueio de bens, direitos e valores no montante de R$ 18,85 milhões.
Nota da defesa de Ciro Nogueira
A defesa do Senador Ciro Nogueira repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar. Reitera o comprometimento do Senador em contribuir com a Justiça, a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados, colocando-se à disposição para esclarecimentos. Pondera, por fim, que medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas.
Assinam a nota os advogados Antônio Carlos de Almeida Castro (Kakay), Roberta Castro Queiroz, Marcelo Turbay, Liliane de Carvalho, Álvaro Chaves e Ananda França Almeida Castro, do escritório Castro, Castro e Turbay Advogados.



