Caso Master: PF ouve ex-diretor do banco com tornozeleira eletrônica
Caso Master: PF ouve ex-diretor do banco com tornozeleira

Caso Master: PF ouve ex-diretor do banco com tornozeleira eletrônica

A Polícia Federal realizou, nesta terça-feira (27), o depoimento de mais um investigado no inquérito que apura as irregularidades do Banco Master. Luiz Antonio Bull, que ocupou o cargo de ex-diretor de Riscos, Compliance, Recursos Humanos e Tecnologia da instituição financeira, foi o único a prestar declarações nesta data.

Histórico de prisão e medidas cautelares

Bull havia sido preso preventivamente em novembro de 2025, durante a primeira fase da Operação Compliance Zero. Atualmente, ele cumpre medidas cautelares e utiliza uma tornozeleira eletrônica, conforme determinação judicial. Seu depoimento foi conduzido por videoconferência, com duração inferior a uma hora, e todo o conteúdo foi gravado.

Adiamento de outros depoimentos e sigilo processual

Originalmente, estavam previstos quatro depoimentos para esta terça-feira. No entanto, três deles foram adiados e serão remarcados para uma data futura. Segundo informações dos advogados envolvidos, os representantes legais não tiveram acesso integral ao inquérito, o que pode ter contribuído para o reagendamento.

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, que comanda o inquérito, determinou o sigilo do processo. Por essa razão, os detalhes do depoimento de Bull não foram divulgados publicamente. A defesa do ex-diretor declarou que todas as perguntas foram respondidas e que seu cliente pretende colaborar com a polícia.

Foco das investigações e prejuízos financeiros

Os investigadores da Polícia Federal demonstram especial interesse em compreender, em detalhes, como funcionava o sistema de compliance e riscos do Banco Master durante o ano de 2025. Investigações conduzidas pelo Banco Central identificaram flagrantes irregularidades nos negócios do Master, especialmente em relação a carteiras de crédito que não possuíam garantias financeiras adequadas.

Essas carteiras foram posteriormente vendidas por R$ 12 bilhões para o BRB, o Banco de Brasília, que chegou a anunciar a compra do Master. No entanto, o negócio foi desfeito por determinação do Banco Central, que posteriormente ordenou a liquidação do Master devido a fraudes financeiras. De acordo com cálculos do Banco Central, o BRB sofreu um prejuízo de pelo menos R$ 3 bilhões com essa transação.

Contexto do Caso Master

O Caso Master envolve uma série de investigações sobre práticas fraudulentas que impactaram significativamente o sistema financeiro brasileiro. A operação tem como objetivo esclarecer as responsabilidades e os mecanismos utilizados nas transações bilionárias que envolveram o Banco Master e o BRB.