Zema rejeita vice de Flávio Bolsonaro e mira Presidência em 2026, unindo direita
Zema recusa ser vice de Flávio e mira Presidência em 2026

Cenário eleitoral de 2026 ganha contornos com estratégias da direita

O tabuleiro político para as eleições presidenciais de 2026 começa a se definir com movimentos estratégicos complexos dentro do campo conservador. Aliados do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato pelo PL-RJ, sugeriram o nome do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do Novo, para compor a chapa como vice-presidente. No entanto, o mineiro já deixou claro que seu objetivo é concorrer ao cargo máximo do Executivo federal.

Zema rejeita convite e afirma compromisso com candidatura própria

Em entrevista à revista VEJA, Zema se disse "muito satisfeito e honrado" por ser lembrado como um nome com predicados valiosos para vice, mas garantiu que levará sua candidatura presidencial "até o fim". O governador mineiro é conhecido por não seguir as tradicionais negociações políticas que costumam afunilar candidaturas, mantendo-se firme em sua trajetória independente.

Interlocutores de Flávio Bolsonaro já defendem uma lógica alternativa: mesmo como concorrente, Zema poderia ajudar o filho primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro. O racional dessa estratégia envolve a captação de votos cruciais de eleitores que se enquadram na direita não bolsonarista e daqueles que se identificam como "independentes" dos dois polos ideológicos tradicionais.

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Disputa por eleitores independentes e da direita moderada

Fora a esquerda, que tende a se manter fechada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, esses grupos eleitorais representam um desafio para Flávio Bolsonaro no primeiro turno. A questão central é: para onde migrariam esses sufrágios caso não votem no senador do PL?

Segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada na última quarta-feira, 11 de fevereiro, o nome mais bem posicionado para atrair essas fatias do eleitorado é o atual governador do Paraná, Ratinho Junior. No entanto, ele ainda passará por uma triagem interna no PSD contra o gaúcho Eduardo Leite e o goiano Ronaldo Caiado pela escolha do candidato presidencial da sigla.

Nesse cenário, Zema poderia disputar a migração de votos de eleitores independentes e da direita não bolsonarista que rejeitam Flávio Bolsonaro no primeiro turno. Essa estratégia teria o efeito de impedir Ratinho Junior de crescer a ponto de ultrapassar o senador do PL e avançar em seu lugar para um segundo turno contra Lula.

União estratégica da direita para 2026

Romeu Zema enfatizou a união do campo conservador: "Nós estamos unidos. Nós só não estamos na mesma chapa. E é aí que está a grande diferença, que às vezes muitas pessoas não enxergam e falam que a direita está desunida". O governador mineiro destacou ainda seu bom relacionamento com Flávio Bolsonaro e o cenário que se desenha com múltiplas candidaturas pela direita.

O pré-candidato do Novo revelou que discutiu essa estratégia com Jair Bolsonaro há cerca de seis meses e que o ex-presidente também é favorável à abordagem. "Mais nomes pela direita significam que vai reverberar em mais votos para a direita", afirmou Zema, completando: "No segundo turno, nós vamos transferi-los para aquele candidato que passar. A direita está muito afinada, diferentemente do que alguns falam."

Entre os aliados que sugeriram a vice de Zema para Flávio Bolsonaro está o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, que foi ministro da Casa Civil no governo de Jair Bolsonaro. Essa movimentação política indica que as estratégias para 2026 já estão sendo traçadas com antecedência, visando maximizar as chances do campo conservador frente à esquerda consolidada.

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