Romeu Zema reafirma candidatura presidencial e defende anistia para envolvidos no 8 de janeiro
O pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Novo, Romeu Zema, declarou nesta quinta-feira (16) em São Paulo que não pretende abandonar a cabeça de chapa da disputa presidencial para eventualmente se tornar vice do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL. Durante o lançamento das diretrizes do seu futuro plano de governo, Zema afirmou com convicção que levará sua candidatura até o final, destacando suas propostas como únicas e necessárias para o Brasil.
Compromisso com a candidatura e críticas à classe política
"Vou manter a pré-candidatura até o final", declarou Zema, enfatizando que suas propostas são aquelas que a maioria da classe política teme, mas que o país precisa urgentemente. Ele se apresentou como o único entre os pré-candidatos que já consertou as barbaridades do PT, referindo-se à sua gestão como governador de Minas Gerais, onde assumiu um estado arruinado e implementou mudanças significativas.
O evento, intitulado "O Brasil sem intocáveis", serviu como palco para Zema apresentar as diretrizes de seu plano de governo, com o objetivo declarado de acabar com os privilégios dos ricos no Brasil. O ex-governador mineiro revelou que conversou com o ex-presidente Jair Bolsonaro no ano passado e defendeu a presença do maior número possível de candidatos de direita nas eleições de outubro, na tentativa de levar o pleito para o segundo turno e impedir uma vitória de Lula (PT) no primeiro turno.
União da direita em eventual segundo turno
Zema afirmou que, em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, todos os candidatos da direita estarão unidos e se apoiando mutuamente. Essa declaração reforça a estratégia de cooperação entre as forças políticas de direita para enfrentar o PT nas urnas, embora ele mantenha sua candidatura independente até o final do processo eleitoral.
Detalhes do plano de governo do Partido Novo
O Partido Novo reuniu seus principais nomes para apresentar as propostas que pretendem implementar caso vençam as eleições de outubro. Entre os destaques da apresentação, Carlos da Costa, coordenador do plano econômico de Zema, foi um dos mais aplaudidos ao declarar que o futuro governo Zema "vai privatizar tudo", sinalizando uma agenda radical de desestatização.
Outras propostas apresentadas pela equipe de Zema incluem:
- Redução da maioridade penal para 16 anos, visando combater a criminalidade juvenil.
- Criação de uma nova categoria de legislação trabalhista paralela à CLT, para flexibilizar as relações de trabalho.
- Integração da agricultura com as políticas de meio ambiente, promovendo sustentabilidade no agronegócio.
Defesa de aumento salarial e doações para caridade
Ao ser questionado sobre o aumento de 300% em seu salário como governador de Minas Gerais em 2023, Zema respondeu que "ganhar R$ 1, R$ 10 ou R$ 50 não faz diferença" para ele, pois doa todo o dinheiro para instituições de caridade. Ele explicou que, desde que foi eleito governador, nunca colocou um real no bolso, priorizando doações para as Apaes e outras entidades.
Zema também criticou a falta de transparência em governos anteriores, afirmando que secretários no governo de Fernando Pimentel ganhavam muito mais e criavam conselhos apenas para inglês ver, enquanto ele preza pela honestidade e clareza nas contas públicas.
Posição sobre anistia para envolvidos no 8 de janeiro
Em uma declaração polêmica, Zema afirmou que continua defendendo a anistia para os envolvidos na tentativa de golpe de estado de 8 de janeiro de 2023. Ele garantiu que essa anistia, que beneficiaria diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), será certamente um dos primeiros atos de seu governo, caso seja eleito presidente da República. Essa posição reforça seu alinhamento com setores bolsonaristas e gera debate sobre a justiça e a responsabilização pelos eventos daquele dia.
Com essas declarações, Romeu Zema consolida sua imagem como um candidato disruptivo, disposto a enfrentar tabus e implementar mudanças radicais, enquanto busca unir a direita em torno de um projeto comum para as eleições de outubro.



