Pré-candidato à Presidência defende prisão de ministros do Supremo Tribunal Federal
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), defendeu publicamente nesta segunda-feira, 13 de abril de 2026, a prisão de dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), classificando-os como "intocáveis". As declarações foram feitas durante um encontro com lideranças políticas na Associação Comercial de São Paulo (Acisp), gerando imediata repercussão nacional.
Alvos diretos: Alexandre de Moraes e Dias Toffoli
Zema se referiu especificamente aos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, afirmando que "esses dois para mim não merecem só processo de impeachment, merecem prisão". O político mineiro, que falava em coletiva de imprensa após o evento, foi enfático em sua crítica ao mais alto tribunal do país.
"Para mim, o Supremo era uma instituição confiável, mas que está cheirando mal há alguns anos", declarou Zema, acrescentando que "vivemos a maior crise moral da história. Estamos assistindo em Brasília a farra dos intocáveis".
Críticas ao PT e projeção eleitoral
O ex-governador mineiro também direcionou suas críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT) e ao atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Zema afirmou perceber "pelas ruas brasileiras um clima de indignação" e apostou que a próxima eleição presidencial será vencida por um opositor ao atual mandatário.
Em suas redes sociais, após a repercussão das declarações, Zema reforçou: "Vamos acabar com essa farra dos intocáveis". Ele continuou: "A receita do PT dá certo. Dá certo pra destruir o Brasil, manter o povo dependente do governo e, principalmente, dá certo pra sustentar a farra dos intocáveis. Esse é o velho sistema que sempre te enganou, e este ano vai tentar levar seu voto mais uma vez para manter de pé esse país de governo rico e povo pobre".
Cenário eleitoral e pesquisa Datafolha
Na mais recente pesquisa Datafolha, publicada no sábado, 11 de abril, Zema aparece com 42% das intenções de voto em um possível segundo turno contra Lula, que apresentou 45%. Os votos brancos, nulos ou nenhum somaram 11%, enquanto não sabem ou não responderam foram 2%.
No primeiro turno, no entanto, o cenário é diferente: Lula lidera com 39%, seguido de Flávio Bolsonaro (PL) com 35%. Zema aparece com apenas 4% das intenções de voto, atrás de Ronaldo Caiado (PSD), que tem 5%.
Trajetória política de Zema
Romeu Zema entrou para a política em 2018, quando se candidatou ao governo de Minas Gerais. Considerado uma surpresa na ocasião, ele foi para o segundo turno e derrotou Antonio Anastasia (então no PSDB). Quatro anos depois, Zema foi reeleito em disputa contra o ex-prefeito Alexandre Kalil, que contava com o apoio de Lula.
As declarações do pré-candidato presidencial ocorrem em um momento de intensa polarização política no país e devem alimentar ainda mais o debate sobre o papel do Poder Judiciário e as relações entre os três poderes da República.



