Venezuela deporta Alex Saab, ex-aliado de Maduro, para os EUA
Venezuela deporta Alex Saab para os EUA

Venezuela deporta Alex Saab para os Estados Unidos

A Venezuela deportou para os Estados Unidos o empresário colombiano Alex Saab, acusado de ser testa de ferro do ditador deposto Nicolás Maduro. As informações foram divulgadas pelo serviço de migração venezuelano em comunicado publicado neste sábado (16). Saab já havia sido preso em território americano em 2021 por acusações de lavagem de dinheiro e corrupção.

Histórico de Alex Saab

Alex Saab se vinculou ao governo venezuelano nos últimos anos da gestão de Hugo Chávez (1999-2013), aproximou a indústria petrolífera local do Irã e chegou a administrar uma gigantesca rede de importações para o governo de Maduro. Ele foi responsável pelo transporte de alimentos do programa governamental conhecido como CLAP, manchado por denúncias de corrupção. Foi detido em 2020 em Cabo Verde e extraditado para os Estados Unidos em outubro de 2021.

Negociações e mudanças políticas

A Venezuela negociou a libertação de Saab em 2023 e o nomeou ministro da Indústria um ano depois. No entanto, Delcy Rodríguez, que assumiu a presidência interina após a derrubada de Maduro em uma operação americana em janeiro, o destituiu de todas as funções em fevereiro. Depois, começaram a circular rumores sobre sua prisão, que nunca foi formalmente confirmada pelas autoridades.

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Deportação ou extradição?

O comunicado do serviço de migração venezuelano afirma que a medida de deportação foi adotada levando em consideração que Saab está incurso na prática de diversos delitos nos Estados Unidos. No entanto, a transferência de uma pessoa para outro país que a acusa de um delito configura extradição, medida proibida pela Constituição venezuelana. A autoridade migratória, porém, insiste que o caso se trata de uma deportação.

Reações e contexto

A Justiça americana acusava Saab de lavar recursos obtidos ilegalmente na Venezuela por meio dos Estados Unidos. Até então, a Venezuela classificava o caso como sequestro, enquanto defendia Saab como um herói que alimentou o país em meio às sanções internacionais. Agora, com a deportação, o empresário colombiano retorna aos EUA para enfrentar as acusações.

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