Toffoli pauta julgamento de recursos das big techs sobre regulação de redes
Toffoli pauta recursos das big techs sobre regulação de redes

Toffoli define data para julgamento de recursos das big techs

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), agendou para o final de maio o início da análise dos recursos apresentados por grandes empresas de tecnologia contra a decisão do tribunal sobre a regulamentação das redes sociais. A medida ocorre em meio a um cenário de intensos debates sobre a responsabilidade das plataformas digitais no Brasil.

Recursos das plataformas

Pelo menos quinze recursos foram protocolados por Google, X (antigo Twitter) e Facebook. As empresas opuseram embargos de declaração questionando, principalmente, o momento e a forma como as deliberações do STF passarão a vigorar, o impacto sobre ações judiciais em andamento e a validade das notificações extrajudiciais já apresentadas. O Supremo poderá modular os efeitos da decisão final, estabelecendo prazos diferenciados para o cumprimento das obrigações.

Calendário do julgamento

Toffoli determinou que o julgamento comece no dia 29 de maio, às 11 horas, no plenário virtual, estendendo-se até 9 de junho. O relator será o primeiro a votar, e os demais ministros poderão acompanhá-lo ou divergir, apresentando seus próprios argumentos. Caso algum ministro peça destaque, o caso será levado ao plenário físico para julgamento presencial.

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Decretos presidenciais reforçam regulação

Na mesma quarta-feira, 20, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou dois decretos que regulamentam a atividade das redes sociais. O primeiro obriga as plataformas a criarem canais específicos para denúncias de exposição não consentida de conteúdos íntimos, voltados especialmente para mulheres. O segundo decreto foca no combate a crimes digitais, exigindo que as big techs armazenem dados de anunciantes para facilitar a identificação de autores de delitos. Além disso, as plataformas poderão ser responsabilizadas por falhas recorrentes na prevenção de crimes digitais.

Medidas adicionais

Lula também determinou que as plataformas cumpram integralmente o que foi decidido pelo STF no julgamento das redes, impedindo a veiculação de perfis e publicações relacionados a terrorismo, exploração sexual de menores, violência contra a mulher, tráfico de pessoas e automutilação. As medidas visam fortalecer a segurança online e a proteção dos usuários.

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