O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, teve sua agenda desta quinta-feira marcada por uma aparente simplicidade, com apenas "despachos internos" programados, em um momento que chama a atenção no cenário político brasileiro. Essa agenda enxuta ocorre logo após o cancelamento de uma visita autorizada ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está na "Papudinha", em Brasília, gerando especulações sobre os motivos por trás da decisão.
Cancelamento da visita e contexto político
Recentemente, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou Tarcísio a visitar Bolsonaro, fortalecendo os laços entre os aliados. No entanto, nesta semana, o governador paulista optou por cancelar a visita, citando "compromissos" no estado de São Paulo como justificativa oficial. Desde seu retorno das férias nos Estados Unidos, em 11 de janeiro, Freitas manteve uma rotina intensa, com viagens pelo estado para inspecionar obras, entregar unidades habitacionais e participar de reuniões diversas.
Agenda oficial e especulações internas
Nesta quinta-feira, a única atividade oficial prevista na agenda do governador são os "despachos internos", agendados das 13h às 19h, no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. Essa agenda reduzida é interpretada por muitos como um sinal político, especialmente entre aliados do clã bolsonarista, que circulam versões diferentes do motivo do cancelamento. De acordo com fontes próximas, Tarcísio teria ficado irritado com uma recente investida do senador Flávio Bolsonaro, do PL-RJ, que o teria convidado para ser vice em uma chapa presidencial nas eleições deste ano.
Para agravar a situação, aliados de Flávio Bolsonaro começaram a espalhar em São Paulo que o destino de Tarcísio seria a iniciativa privada, e não uma tentativa de reeleição no governo do estado. Esses rumores têm alimentado tensões e debates sobre o futuro político do governador, em um ano eleitoral crucial. A agenda leve desta quinta, portanto, pode ser vista como uma pausa estratégica ou um recado discreto aos bolsonaristas, refletindo as complexidades das alianças e disputas internas no campo político conservador.
Enquanto isso, a população paulista acompanha as movimentações de seu governador, que tem buscado equilibrar compromissos administrativos com as demandas de um cenário nacional polarizado. A ausência de eventos públicos nesta data reforça a percepção de que decisões políticas significativas podem estar sendo tomadas nos bastidores, influenciando não apenas o estado, mas também o rumo das eleições presidenciais.