Suplente de Alcolumbre é indiciado por fraudes em licitações da BR-156
Suplente de Alcolumbre indiciado por fraudes na BR-156

A Polícia Federal indiciou Breno Chaves Pinto, suplente do senador Davi Alcolumbre (União-AP), por suspeita de envolvimento em fraudes em licitações e desvios de recursos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Amapá. O caso integra a Operação Route 156, que investiga irregularidades em contratos relacionados à BR-156, principal rodovia federal do estado.

Segundo as investigações, Breno foi flagrado em novembro de 2024 sacando R$ 350 mil em espécie em uma agência bancária. A PF aponta que o dinheiro teria origem em contratos fraudulentos do Dnit. Além dele, o superintendente regional do Dnit no Amapá, Marcello Linhares, também foi indiciado por associação criminosa, fraude à licitação e violação de sigilo funcional.

Investigação e fraudes

A investigação teve início a partir de denúncias de irregularidades em quatro procedimentos licitatórios conduzidos pelo Dnit em 2024, para manutenção de trechos da rodovia federal. Levantamentos da Controladoria-Geral da União (CGU) e órgãos parceiros confirmaram suspeitas de fraude ao caráter competitivo das licitações, resultando em contratos de aproximadamente R$ 60 milhões com as empresas investigadas.

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As apurações também identificaram operações financeiras com características de lavagem de capitais e atuação de organização criminosa formada por agentes públicos e privados. Entre 2024 e 2025, as empresas contratadas receberam pagamentos de R$ 32 milhões da União, custeados com recursos federais para manutenção de infraestrutura rodoviária.

Próximos passos

O relatório final da PF foi encaminhado à Justiça Federal de Macapá. Caberá ao Ministério Público Federal avaliar se apresenta denúncia criminal contra os investigados. Caso a denúncia seja aceita, eles podem se tornar réus e responder judicialmente.

Posicionamento de Alcolumbre

A assessoria do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, esclareceu que o senador não possui qualquer relação com a atuação empresarial de seu segundo suplente, tampouco interfere na contratação de empresas ou em decisões administrativas do Dnit, que competem exclusivamente aos órgãos responsáveis. A nota afirma que Alcolumbre responde apenas pelos próprios atos e não há indícios de sua participação nas supostas irregularidades. Caso seja identificado algum desvio, ele defende que os envolvidos sejam rigorosamente responsabilizados.

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