O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, declarou nesta segunda-feira (18) que seu tempo como líder do país ainda não terminou e que não pretende abandonar o cargo nem estabelecer um prazo para sua saída. "Não vou desistir", afirmou Starmer. Questionado diretamente se seu mandato como primeiro-ministro havia chegado ao fim, ele respondeu negativamente. "Precisamos demonstrar que somos capazes de reverter a situação", comentou o político.
Crise no governo e pedidos de renúncia
Starmer enfrenta uma grave crise em seu governo, que incluiu pedidos de demissão por parte de membros de seu próprio partido. Na última terça-feira (12), quatro ministros renunciaram a seus cargos, e quase 80 parlamentares assinaram uma carta solicitando que o premiê deixasse o cargo. A pressão interna tem aumentado nos últimos dias, refletindo a insatisfação com a condução do governo.
Manifestações em Londres
No último sábado (16), duas grandes manifestações ocorreram nas ruas de Londres. O movimento "Una o Reino", organizado pelo ativista político ultradireitista Tommy Robinson, reuniu milhares de pessoas na Praça do Parlamento. Os participantes, empunhando bandeiras do Reino Unido e vestindo bonés com a frase "Make England Great Again (Mega)", protestaram contra o que consideram um aumento da discriminação contra pessoas brancas no país. Simultaneamente, um ato em apoio aos palestinos deslocados pela guerra Árabe-Israelense de 1948 também tomou as ruas da capital britânica.
As manifestações evidenciam a polarização política no Reino Unido, enquanto Starmer tenta manter a liderança em meio à turbulência. Com informações da Reuters.



