Prefeito de São Paulo rejeita candidatura a vice-governador na próxima eleição
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, declarou publicamente nesta sexta-feira, 13 de fevereiro, que não aceitará ser candidato a vice do governador Tarcísio de Freitas nas eleições de outubro de 2026. A afirmação foi feita durante a primeira noite de desfiles das escolas de samba no Sambódromo do Anhembi, na Zona Norte da capital paulista, onde o chefe do executivo municipal estava presente para prestigiar o evento carnavalesco.
Foco no mandato atual e disputa partidária pela vaga
Em suas declarações, Nunes foi enfático ao justificar sua decisão: "Rapaz, depois da luta que foi a reeleição ano passado pra continuar aqui, eu vou largar meu mandato? Não, vou terminar meu mandato até 2028". O prefeito, que pertence ao MDB, um dos partidos da base governista no estado de São Paulo, destacou seu compromisso com a administração municipal, reafirmando que pretende cumprir integralmente seu atual mandato à frente da prefeitura.
Enquanto isso, a vaga de vice-governador na chapa de reeleição de Tarcísio tem despertado o interesse de várias legendas políticas. Além do MDB, o PSD de Gilberto Kassab e o PL de Valdemar da Costa Neto já manifestaram publicamente o desejo de ter nomes de suas siglas na composição da chapa eleitoral. O próprio governador Tarcísio afirmou que não tem favoritos para a posição, mantendo-se neutro diante das disputas entre os partidos que compõem sua base de apoio.
Vice-governador atual demonstra interesse em permanecer
Presente no mesmo evento no Sambódromo, o atual vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth do PSD, que acompanhava Nunes, expressou seu interesse em continuar no cargo na eventual reeleição de Tarcísio. Inicialmente, Ramuth evitou falar sobre política, afirmando que estava no local apenas para celebrar o samba e o carnaval. No entanto, quando questionado sobre se sua parceria com o governador "daria samba" também nas eleições de outubro, o vice-governador foi direto em sua resposta.
"Já tem dado samba faz tempo, desde o 1° ano. É um privilégio estar ao lado do governador Tarcísio de aprender com ele. Nós temos feito uma boa dupla", declarou Ramuth, acrescentando que "ele vai ter toda a liberdade de escolher um vice e quem vai caminhar ao lado dele num eventual próximo mandato".
Especulações e nomes em disputa pela vice-governadoria
A disputa pela vaga de vice na chapa de Tarcísio tem gerado diversas especulações nos bastidores da política paulista:
- O presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, já anunciou que lutará para que o nome do deputado estadual André do Prado, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), seja indicado para a posição.
- No PSD, o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, já se colocou à disposição, afirmando que se sentiria honrado em ser convidado para ocupar a vaga.
Ramuth, no entanto, demonstrou tranquilidade diante das especulações sobre outros nomes para o cargo que atualmente ocupa. "Quem tem que escolher um vice é o titular. Os partidos oferecem nomes e ideias, mas no final a decisão é do titular", ponderou o vice-governador, que já assumiu interinamente o governo em várias ocasiões durante viagens de Tarcísio ao exterior nos últimos três anos.
O político do PSD ainda refletiu sobre a importância que seu cargo adquiriu recentemente: "Muita gente hoje quer ser vice e isso me honra, porque o meu cargo é importante. E muita gente há 4 anos atrás talvez não tivesse dado tanta importância. Nós no PSD demos essa importância no momento certo". Finalizando, Ramuth reafirmou: "Pra mim vai ser um privilégio continuar ao lado dele, mas ele tem total tranquilidade de fazer essa escolha".
Enquanto os debates políticos se intensificam nos bastidores, o Sambódromo do Anhembi seguiu com suas apresentações carnavalescas, incluindo uma emocionante paradona da bateria da Mooca que saudou o público presente, misturando a tradição cultural paulistana com as movimentações do cenário político estadual.