A prefeita de Estrela, Carine Schwingel (União Brasil), tornou-se alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (24). O município, localizado no Vale do Taquari, foi severamente impactado pelas enchentes de 2023 e 2024. A investigação apura delitos de corrupção eleitoral e caixa dois nas eleições municipais de 2024.
A operação, denominada Ambitus Sidum, cumpre 13 mandados de busca e apreensão em Estrela e em Cruzeiro do Sul. Agentes federais estiveram na sede da Prefeitura de Estrela durante a manhã. O inquérito policial foi instaurado com autorização do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul, com base em provas obtidas na Operação Rêmora, deflagrada em dezembro de 2024 pela Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros da PF.
Segundo as investigações, a atual gestora municipal, à época candidata, utilizava aliados para nomear eleitores em cargos de confiança no município de Cruzeiro do Sul, mediante solicitação de troca de domicílio eleitoral e apoio político. O g1 procurou a prefeita e a prefeitura, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
Detalhes da operação
A Operação Ambitus Sidum visa desarticular um esquema de corrupção eleitoral que teria ocorrido durante a campanha de 2024. Os mandados foram expedidos pela Justiça Eleitoral e incluem buscas em endereços residenciais e comerciais ligados à prefeita e seus aliados.
As provas colhidas na Operação Rêmora indicam que havia uma rede de nomeações irregulares para cargos comissionados, com o objetivo de garantir votos e apoio político. A troca de domicílio eleitoral era uma prática comum para viabilizar o esquema.
Até o momento, não há informações sobre prisões. A PF continua analisando o material apreendido para aprofundar as investigações. A prefeita Carine Schwingel não se manifestou publicamente sobre o caso.



