O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) comunicou ao presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, que não pretende se candidatar ao governo de Minas Gerais. O partido aguardava uma definição de Pacheco para estruturar a chapa e o palanque do presidente Lula no estado, considerado o maior colégio eleitoral do país.
De acordo com apurações do blog, durante reunião com Edinho Silva, Pacheco indicou ter outros planos futuros. Uma possível indicação do senador para uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU) ganhou força recentemente. Pacheco marcou para o final de maio o anúncio oficial sobre sua candidatura ao governo mineiro.
Com a negativa de Pacheco, o PT busca agora um nome para concorrer ao governo de Minas Gerais. Entre os cotados está o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT). A equipe de Lula também avalia o empresário Josué Alencar como um plano B para garantir um palanque forte no estado, crucial para a eleição presidencial. Josué Alencar é filho do ex-vice-presidente José Alencar e filiou-se ao PSB de Minas, mesmo partido de Rodrigo Pacheco. A cúpula do partido já discute seu nome e conversou com Lula sobre essa possibilidade.
Preferência do PT mineiro
Apesar da preferência do PT mineiro por Rodrigo Pacheco, devido à sua boa pontuação nas pesquisas, a rejeição ao nome de Jorge Messias para o STF, comandada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), fez com que uma ala do governo passasse a não apoiar o senador como candidato em Minas. Interlocutores de Lula acreditam que Josué Alencar pode ser competitivo. Ele já disputou uma vaga ao Senado em 2014 por Minas Gerais, obtendo mais de 3 milhões de votos, mas perdendo para Antonio Anastasia, que havia acabado de deixar o governo estadual.



