O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, confirmou nesta quarta-feira que o senador Rodrigo Pacheco (PSB) não disputará o governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. A decisão frustra os planos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que via em Pacheco um nome forte para liderar a chapa no segundo maior colégio eleitoral do país.
Em entrevista a um podcast da Warren Investimentos, Edinho Silva lamentou a decisão: “Em Minas Gerais, nós estávamos trabalhando com a candidatura de Rodrigo Pacheco, mas, infelizmente, ele optou por não ser candidato. Nós reabrimos o diálogo em Minas Gerais, estamos conversando com várias lideranças. Tenho certeza de que vamos construir uma candidatura forte, com um palanque forte com o presidente em Minas”, afirmou o dirigente petista.
Movimentações políticas em Minas Gerais
Pacheco deixou o PSD e filiou-se ao PSB no início de abril, mesmo partido do vice-presidente Geraldo Alckmin, alimentando especulações de que seria o nome do governo para o estado. No entanto, o recuo do senador abre um vácuo na aliança governista. O PSD, por sua vez, já filiou o atual governador Mateus Simões, ex-vice de Romeu Zema (Novo), consolidando sua posição na disputa.
Sem Pacheco, o PT segue sem candidato ao governo mineiro. A prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), era cotada para o cargo, mas já declarou que é pré-candidata ao Senado. Outra possibilidade é o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), mas ele se distanciou de Lula e do PT após desentendimentos na eleição de 2022, quando foram aliados na disputa estadual e acabaram derrotados por Zema ainda no primeiro turno.
Impacto na eleição presidencial
Minas Gerais é um estado estratégico para as eleições presidenciais, e a falta de um palanque forte pode dificultar a campanha de Lula na região. O PT agora busca alternativas para construir uma candidatura competitiva, enquanto o tempo corre para definir as alianças e os nomes que disputarão o pleito.



