
Eis que chega mais uma peça do quebra-cabeça fiscal brasileiro! O Palácio do Planalto acaba de enviar ao Congresso Nacional a proposta orçamentária para 2026, e já posso adiantar: não é nenhuma surpresa, mas traz nuances que merecem nossa atenção.
O valor total? Nada menos que R$ 2,23 trilhões – sim, trilhões, com "T" mesmo. Um aumento real de 2,5% em relação a 2025, o que demonstra que o governo não está brincando de fazer economia.
Onde o dinheiro vai parar?
Ah, essa é a pergunta de um milhão de dólares! A equipe econômica manteve a aposta em políticas sociais. Programas como Bolsa Família e Minha Casa Minha Vida seguem recebendo investimentos robustos, enquanto educação e saúde – sempre aquelas primas necessitadas – ganham incrementos significativos.
Não me venham dizer que é populismo, porque tecnicamente é continuísmo de políticas já estabelecidas. Mas convenhamos: em ano que não é eleitoral, a estratégia é no mínimo... interessante.
E o rombo fiscal?
Bem, aqui a coisa fica espinhosa. O projeto assume um déficit primário de R$ 65,9 bilhões, o que equivale a 0,5% do PIB. Não é exatamente um número para comemorar, mas também não é o apocalipse que alguns preveem.
O ministro Fernando Haddad deve estar com os nervos à flor da pele – afinal, equilibrar essas contas não é trabalho para amador. A receita esperada? Crescimento econômico e melhor arrecadação. Torçamos para que funcione.
O que esperar do Congresso?
Ah, o legislativo... Essa casa imprevisível onde sonhos fiscais vão morrer ou renascer. A proposta chega em um momento delicado, com presidentes da Câmara e Senado mostrando certa... como dizer... independência?
Os parlamentares já sinalizaram que vão mexer nos números. É praticamente certo que vamos ver embates sobre prioridades e emendas parlamentares. Afinal, cada um tem seu eleitorado para agradar, não é mesmo?
E tem mais: o texto mantém a previsão de crescimento do PIB em 2,5% para 2026. Otimismo? Realismo? Só o tempo dirá.
Uma coisa é certa: nos próximos meses, Brasília vai ferver com discussões sobre cada centavo desse orçamento. E nós, meros mortais, vamos acompanhando para ver onde nosso dinheiro será aplicado.
PS: Alguém aí ainda acredita em superavit primário? Porque eu... bem, deixo para vocês responderem.