Oposição no Rio articula nome do PDT para presidência da Alerj após suspensão de eleição
Oposição articula nome do PDT para presidência da Alerj

Oposição no Rio mobiliza-se em torno de Vitor Junior (PDT) para presidência da Alerj

Parlamentares da oposição ao Partido Liberal (PL) no Rio de Janeiro iniciaram, nesta terça-feira, 31 de março de 2026, discussões intensas para definir um novo nome que dispute a eleição para a presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). O foco atual recai sobre o deputado Vitor Junior (PDT), de Niterói, um dos autores do mandado de segurança que levou a Justiça fluminense a suspender a eleição relâmpago de Douglas Ruas (PL) na quinta-feira anterior.

Reunião estratégica busca unir diferentes correntes políticas

Durante um encontro realizado no gabinete da deputada Elika Takimoto (PT), dez parlamentares de partidos como PT, PDT, PSOL, PCdoB, PSB e PSD chegaram à conclusão de que Vitor Junior poderia ser uma figura capaz de unir diversas correntes políticas dentro da Casa. Os participantes avaliaram que sua atuação recente, incluindo a ação judicial que barrou a eleição anterior, o posiciona como um candidato viável para agregar apoios.

No entanto, os partidos envolvidos ainda devem debater internamente a proposta até quarta-feira, 1º de abril, e estão previstas mais rodadas de conversa antes de uma decisão final. A mobilização ocorre após o grupo ter sido pego de surpresa com a convocação da votação da semana passada, que foi suspensa pela Justiça.

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Desistência de Chico Machado e busca por consenso

Antes de Vitor Junior, o nome cotado era Chico Machado (Solidariedade), aliado do ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil). Machado era visto por parte da oposição, incluindo o grupo do prefeito Eduardo Paes (PSD), como uma possibilidade. Porém, fontes revelaram que a resistência de representantes de legendas como PCdoB e PSOL, somada à falta de apoio recente de Paes à sua candidatura, levou o deputado a desistir de concorrer nesta terça-feira.

Em nota, os parlamentares presentes na reunião afirmaram que o processo de retotalização dos votos após a cassação de Bacellar, que elimina a possibilidade de eleição na Alerj até 14 de abril, "abre espaço para intensificar as articulações nos próximos dias". Isso cria uma janela de oportunidade para a oposição consolidar uma candidatura única.

Debate complexo para mandato-tampão a governador

Paralelamente, o debate sobre o mandato-tampão a governador é mais complexo, devido à indefinição sobre se a eleição será direta ou indireta. Para o cenário de eleição indireta, com escolha entre os deputados, o nome mais comentado entre a oposição é André Ceciliano (PT), ex-secretário de Assuntos Legislativos do governo Lula e ex-presidente da Alerj.

Uma fonte ligada a Ceciliano informou que ele só será candidato nesse caso se o voto for secreto, como vem sendo discutido no Supremo Tribunal Federal (STF). Outra condição imposta pelo petista é ter o aval tanto do presidente Lula quanto do prefeito Eduardo Paes. Nos bastidores, deputados fazem cálculos políticos, com um integrante do PT estimando que Ceciliano poderia atrair entre 17 e 19 parlamentares dos 45 que votaram em Ruas, além dos 25 que se posicionaram contra a candidatura do PL na semana passada.

A articulação política na Alerj reflete um momento de tensão e negociação, com a oposição buscando capitalizar a suspensão da eleição anterior para fortalecer sua posição na disputa pelo comando da Assembleia. Os próximos dias serão cruciais para definir se Vitor Junior conseguirá unir as diferentes frentes e se consolidar como o candidato da oposição.

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