O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está empenhado em uma estratégia eleitoral de peso para as eleições de outubro de 2026. Seu objetivo principal é montar uma equipe de candidaturas fortes ao Senado Federal para impedir que a oposição conquiste uma vitória ampla, uma verdadeira goleada, nas urnas.
Estratégia de Lula para o Senado
De acordo com informações apuradas pelo Radar, Lula tem reforçado junto a seus aliados a importância crucial da disputa pelo Senado. O petista defende que os partidos que compõem a base governista priorizem a corrida por cadeiras na Casa legislativa, atualmente presidida por Davi Alcolumbre. A orientação é clara: é preciso lançar nomes competitivos e com grande poder de atração de votos.
Nos bastidores do Planalto, interlocutores do presidente avaliam que a disputa pelo Senado é tão vital quanto a própria eleição presidencial. O cálculo leva em conta a possibilidade de Lula ser reeleito e, nesse cenário, precisar de uma governabilidade mais sólida do que a que tem atualmente para aprovar seus projetos de interesse.
Os nomes da estratégia
Um dos primeiros movimentos concretos dessa estratégia já foi realizado. A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, foi escalada para a disputa. Ela deixará o cargo no governo em abril e concorrerá a uma vaga no Senado pelo estado do Paraná.
A expectativa é que outros nomes de peso da base aliada sejam anunciados seguindo a mesma lógica. A preocupação do Palácio do Planalto não é infundada. Avaliações internas indicam que, no campo da oposição, há candidatos considerados muito competitivos para as vagas no Senado, o que aumenta a necessidade de uma resposta à altura por parte da situação.
O peso do Senado para o próximo mandato
A articulação de Lula revela uma preocupação estratégica com o futuro do seu eventual próximo mandato. Sem uma bancada robusta e alinhada no Senado, qualquer presidente enfrenta enormes dificuldades para fazer avançar sua agenda. A busca por uma governabilidade "melhor do que a do atual mandato", como avaliam seus assessores, é o motor por trás dessa movimentação pré-eleitoral.
O sucesso ou fracasso dessa missão de formar um "timaço" para o Senado terá impacto direto no ritmo e na capacidade de realização do governo federal a partir de 2027, caso Lula vença a reeleição. A corrida pelo Legislativo, portanto, começa agora, muito antes do início oficial da campanha.