Lula diz que PT não corre atrás de adversário e que não perderá eleição se fizer 'coisas corretas'
Lula: PT não corre atrás de adversário e não perderá eleição

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (24) que o partido que comanda o governo "não corre atrás do adversário" e que acredita na vitória eleitoral caso o governo realize "as coisas corretas". Em vídeo enviado ao encontro nacional do PT, em Brasília, Lula declarou: "Se nós fizemos as coisas corretas, e acreditamos que nós fizemos as coisas corretas, nós não perderemos a eleição para ninguém neste país. [...] O que é importante ter claro é que um partido que está no governo não corre atrás do adversário, é o adversário que corre atrás dele. É ele que tem que colocar a bola na frente".

Procedimentos médicos de Lula

Inicialmente, havia expectativa de que o presidente participasse presencialmente do evento. No entanto, nesta sexta, Lula passou por dois procedimentos médicos no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo: a retirada de uma lesão de câncer de pele no couro cabeludo e uma infiltração no punho para tratar tendinite no polegar da mão direita. Segundo o médico Roberto Kalil Filho, ambos os procedimentos ocorreram sem intercorrências. O boletim médico indica que o presidente retomará suas atividades habituais na segunda-feira (27) e continuará sob acompanhamento médico. A presença de Lula no encontro, que se estende até domingo (26), ainda não foi confirmada.

Encontro nacional do PT

O Partido dos Trabalhadores (PT) debate, neste fim de semana em Brasília, um documento político que servirá para traçar estratégias para as eleições de outubro, incluindo orientações de alianças e diretrizes partidárias futuras. O texto será analisado durante o encontro nacional. Em manifesto a ser debatido no congresso, a sigla propõe uma reforma no Judiciário com o objetivo de "democratização, mecanismos de autocorreção e fortalecimento do Estado de Direito". O documento também lista outras reformas consideradas "decisivas" pelo partido, sem as quais "o projeto democrático-popular permanecerá bloqueado". São elas:

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  • Reforma política e eleitoral: capaz de democratizar o poder, restituir a soberania popular e alterar o modelo de execução orçamentária via emendas parlamentares.
  • Reforma tributária: para corrigir distorções graves no sistema de impostos e financiar direitos.
  • Reforma tecnológica: com vistas à soberania produtiva, científica e digital, fortalecida por ampla regulamentação dos oligopólios das plataformas digitais.
  • Reforma do Poder Judiciário: visando à democratização, mecanismos de autocorreção e fortalecimento do Estado de Direito.
  • Reforma administrativa: que permita a reconstrução do Estado brasileiro e o fortalecimento da capacidade pública.

O encontro ocorre em meio a uma queda na popularidade do governo, e as discussões visam reposicionar o partido para as próximas eleições.

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