Lula inaugura centro de emergência no Rio e fala sobre combate à mentira antes de homenagem no Carnaval
Lula inaugura hospital e fala sobre mentiras antes de Carnaval

Presidente inaugura centro de emergência e faz discurso sobre verdade e mentira

Antes de ser homenageado na Marquês de Sapucaí neste domingo (15), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inaugurou um centro de emergência no Hospital Federal Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, zona sudoeste do Rio de Janeiro. O mandatário chegou ao local acompanhado do prefeito Eduardo Paes (PSD), do ministro da Saúde Alexandre Padilha e de outras autoridades, incluindo a ministra da Igualdade Racial Anielle Franco e a ex-ministra da Saúde Nisia Trindade.

Discurso sobre combate à desinformação

Em seu discurso de 17 minutos, Lula afirmou que 2026 será o ano de destruir a mentira. "Este é o ano em que a gente pode dizer o seguinte: o Brasil se encontrou consigo mesmo e a verdade vai destruir a mentira que foi contada nesse país durante tanto tempo", declarou o presidente. Ele ainda completou: "Quem mentir, vocês têm que desmascarar. Vocês não podem ver uma mentira no celular e deixar barato. Porque a mentira leva a gente à violência."

O mandatário também criticou o uso excessivo de celulares, sugerindo que as pessoas deveriam priorizar relações pessoais. "Você levanta 5h, o que você faz? Pega o celular. Você levanta, vai dormir meia-noite, pega o celular. Mas, gente, não dá pra fazer um cafuné no marido ou fazer um cafuné na mulher, em vez de pegar o celular?", questionou Lula, revelando que sua primeira ação ao acordar é fazer carinho em sua esposa.

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Defesa de programas sociais e preparativos para o Carnaval

Durante o evento, o presidente defendeu projetos sociais de seu governo, como a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5.000 mensais e a entrega de gás para 15,5 milhões de famílias. À noite, Lula seria homenageado no Carnaval da Marquês de Sapucaí, após ter participado do Galo da Madrugada no Recife e do Carnaval de Salvador no sábado (14).

A Acadêmicos de Niterói, estreante do Grupo Especial, abriria os desfiles com o enredo "Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil", que exalta a trajetória do petista e inclui o grito de guerra "olê, olê, olá, Lula! Lula!". O presidente determinou que ministros e auxiliares não participassem do desfile, mas a ordem não se aplicava à primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, que seria destaque na apresentação.

Decisão do TSE e preocupações internas

Em decisão unânime na quinta-feira (12), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou dois pedidos de representação por propaganda eleitoral antecipada contra Lula, o PT e a Acadêmicos de Niterói. A relatora Estela Aranha, indicada à corte por Lula, avaliou que restringir manifestações artísticas por conteúdo político configuraria "censura prévia, indireta e restrição desproporcional ao debate democrático".

A presidente do TSE, Cármen Lúcia, fez um alerta na mesma ocasião, afirmando que o Carnaval não pode ser "fresta" para crimes eleitorais e que há "risco muito concreto, plausível, de que venha acontecer algum ilícito", o que seria analisado pela Justiça Eleitoral. "Não parece ser um cenário de areias claras de uma praia. Parece mais areia movediça. Quem entra, entra sabendo que pode afundar", disse ela.

Colaboradores de Lula admitiram à Folha de S.Paulo, sob reserva, preocupação com a repercussão do desfile. Além dos riscos de rebaixamento da escola e vaias no percurso, eles avaliaram ser um desgaste desnecessário, sem nenhum retorno político significativo.

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