O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (25) que a extrema direita tenta "calar" professores e estudantes, "nega a ciência" e "censura a arte" por temer a conscientização do povo por meio da educação. A declaração foi feita durante um fórum de reitores de universidades brasileiras e de países africanos, realizado em Brasília, na data em que se celebra o "Dia da África", feriado naquele continente.
Discurso de Lula no fórum
"Em várias partes do mundo, a extrema direita não tolera a autonomia das universidades. Querem calar professores e estudantes e coibir a diversidade. Negam a ciência, censuram as artes e transformam as salas de aula em instrumento de dominação", disse Lula. O presidente completou: "O pensamento crítico caminha lado a lado com a luta anticolonial e o combate ao racismo, à misoginia, à xenofobia e todas as formas de discriminação. As universidades seguirão como bastiões da resistência aos horrores cometidos em todas as guerras. A extrema direita teme a educação porque sabe que é onde nasce a consciência."
Menção a Nelson Mandela
No discurso, Lula citou o ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela (1994-1999), o primeiro chefe do Executivo negro do país. Lula também defendeu a cooperação entre instituições brasileiras e africanas para o desenvolvimento dos países mais pobres da África.
O evento contou com a presença de reitores de diversas universidades brasileiras e africanas, reforçando os laços acadêmicos e culturais entre o Brasil e o continente africano.



