Pesquisas eleitorais 2026: Lula e Flávio Bolsonaro em empate técnico no segundo turno
Lula e Flávio Bolsonaro empatados tecnicamente no 2º turno

Com a proximidade da divulgação de uma nova rodada da pesquisa Genial/Quaest, o cenário da corrida presidencial de 2026 entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ganha ainda mais destaque. Os levantamentos mais recentes de institutos como AtlasIntel, Real Time Big Data e Meio/Ideia consolidam um quadro de forte polarização e disputa acirrada entre os dois principais candidatos.

Cenário atual das pesquisas

Os dados divulgados nas últimas semanas indicam estabilidade no primeiro turno, com Lula liderando, mas com vantagem reduzida. No segundo turno, o empate técnico persiste, com Flávio Bolsonaro aparecendo numericamente à frente em alguns levantamentos, dentro da margem de erro. A pesquisa Meio/Ideia, de 6 de maio, mostrou Lula com 44,7% contra 45,3% de Flávio no segundo turno. Já o Real Time Big Data, de 5 de maio, apontou Flávio com 44% e Lula com 43% no confronto direto.

Resultados da AtlasIntel

A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada em 28 de abril, reforçou a polarização: no segundo turno, Lula teve 47,5% e Flávio, 47,8% — diferença de apenas 0,3 ponto percentual. No primeiro turno, Lula liderou com 46,6%, contra 39,7% de Flávio. O levantamento também mostrou que nomes como Romeu Zema e Ronaldo Caiado seguem competitivos, mas ainda distantes do topo.

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Última Quaest e tendências

Na pesquisa Quaest de 15 de abril, Lula tinha 37% no primeiro turno, contra 32% de Flávio. No segundo turno, o empate técnico foi confirmado: Lula com 40% e Flávio com 42%, com 16% de brancos e nulos. Pela primeira vez, Flávio apareceu numericamente à frente no levantamento do instituto.

Fatores que explicam o crescimento de Flávio Bolsonaro

Analistas apontam que Flávio conseguiu unificar o eleitorado bolsonarista, reduzir resistências em setores moderados da direita e ampliar sua presença nacional. Sua estratégia de construir uma imagem mais moderada que a do pai, especialmente em temas institucionais e econômicos, tem surtido efeito. O senador aparece numericamente à frente ou empatado com Lula, lidera em estados do Sul e Sudeste e tem rejeição semelhante à do presidente.

Desafios de Lula na reta final

Apesar de liderar no primeiro turno, Lula enfrenta dificuldades no segundo turno. O desgaste do governo, a percepção negativa da economia, a inflação de alimentos, o endividamento das famílias e a alta rejeição são os principais alertas. Pesquisas mostram desconexão entre indicadores econômicos positivos (como baixo desemprego e crescimento do PIB) e a percepção da população, que relata piora econômica e perda de poder de compra.

Terceira via ainda distante

Candidatos alternativos, como Romeu Zema e Ronaldo Caiado, aparecem competitivos em alguns cenários, mas ainda abaixo de Lula e Flávio. A polarização segue forte, com Lula dominante no Nordeste e Flávio liderando no Sul e Centro-Oeste. O Sudeste, especialmente Minas Gerais e São Paulo, deve ser decisivo. A alta rejeição de ambos os candidatos mantém a possibilidade de mudanças no eleitorado ao longo da campanha.

Expectativas para a nova Quaest

A nova pesquisa Genial/Quaest, aguardada para esta semana, deve responder a três questões centrais: se a tendência de crescimento de Flávio Bolsonaro se mantém, se Lula encontrou um piso eleitoral ou continua perdendo espaço, e qual o tamanho real do eleitorado ainda disposto a mudar de voto. O resultado pode redefinir as estratégias das campanhas nos próximos meses.

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