Haddad analisa cenários para disputar governo de São Paulo contra Tarcísio
Haddad analisa cenários para disputar governo de São Paulo

Haddad mantém decisão em aberto sobre candidatura ao governo paulista

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou nesta segunda-feira, 2 de março de 2026, que sua possível candidatura ao governo do estado de São Paulo nas eleições deste ano ainda não está oficialmente definida. Em meio a especulações nos bastidores políticos, Haddad revelou que aguarda uma reunião crucial com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin para discutir os rumos da disputa eleitoral no estado mais populoso do país.

Reunião decisiva com Lula e Alckmin

"O presidente me disse no jantar da semana passada que deve pedir uma reunião com o vice-presidente Alckmin e comigo para nós conversarmos sobre a situação de São Paulo", afirmou Haddad a jornalistas. O ministro destacou que, apesar das "muitas boas conversas" que têm ocorrido, a decisão final será tomada "um pouquinho mais para frente", assim que esse encontro tripartite acontecer. Esta reunião promete ser um momento-chave para definir a estratégia do Partido dos Trabalhadores no estado.

Favorito nos bastidores do PT

Nos corredores do PT, Fernando Haddad emerge como o nome favorito para liderar a chapa petista e enfrentar o atual governador Tarcísio de Freitas, dos Republicanos, que busca a reeleição em outubro. Este não seria o primeiro embate entre os dois políticos: em 2022, Haddad foi derrotado por Tarcísio no segundo turno da disputa pelo governo paulista. Apesar de o ministro da Fazenda ter manifestado anteriormente que não pretendia entrar novamente na corrida eleitoral, ele é considerado atualmente o candidato mais competitivo dentro do partido.

Outros nomes também circulam nas discussões, incluindo a ministra Simone Tebet, o ministro Márcio França e o próprio vice-presidente Alckmin, que já governou São Paulo entre 2001 e 2006. No entanto, a atenção permanece focada em Haddad, cuja experiência administrativa e proximidade com Lula o tornam uma figura central nas deliberações.

Análise conjunta de cenários com Lula

Questionado sobre um eventual pedido direto de Lula para que se candidate ao governo paulista, Haddad foi enfático ao dizer que ambos estão "analisando cenários" e que chegarão a um "denominador comum". O ministro explicou: "O que eu digo sempre é o seguinte: estou analisando os cenários, o quadro. Evidentemente, tenho as minhas preocupações com o país onde moro, e estamos sempre atentos aos riscos e às possibilidades."

Haddad reconheceu que, desde o início do ano, manifestou não ter intenção de participar do pleito eleitoral de 2026. No entanto, ele admitiu que "o presidente tem desenhado os cenários em que minha participação seria necessária" e, como "um amigo de tantos anos", não pode ignorar a opinião de Lula. "Estou analisando, ele também. Nós vamos chegar a um denominador comum", completou o ministro, mantendo um tom de cautela e ponderação.

Jantar que alimentou rumores

O encontro entre Haddad e Lula na semana passada, durante um jantar privado, alimentou rumores de que a chapa de São Paulo já teria sido selada. No entanto, as declarações do ministro nesta segunda-feira deixam claro que o processo decisório ainda está em andamento. A expectativa política agora se volta para a reunião prometida com Alckmin, que poderá trazer mais clareza sobre os planos do PT para o estado.

A disputa pelo governo de São Paulo promete ser uma das mais acirradas das eleições de 2026, com potencial impacto nacional. Enquanto Tarcísio de Freitas se prepara para buscar a reeleição, o Partido dos Trabalhadores trabalha para definir seu candidato mais forte, em um cenário onde Fernando Haddad aparece como peça-chave, mesmo que relutante, na estratégia eleitoral.