Governo do RJ intensifica articulação no STF sobre divisão dos royalties do petróleo
Governo do RJ articula no STF sobre royalties do petróleo

Governo do Rio intensifica articulação no STF sobre divisão dos royalties do petróleo

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, deslocou-se a Brasília para discutir a distribuição dos royalties do petróleo, um tema que deve ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 6 de maio. A questão voltou a mobilizar autoridades e entidades no estado, reacendendo um debate que já dura 13 anos.

Encontros estratégicos com ministros do Supremo

Couto, que ocupa o cargo há 24 dias, já esteve duas vezes no STF para tratar do impasse. Nesta semana, ele se reuniu com o ministro Gilmar Mendes, relator da ação. No dia 31 de março, o encontro foi com o presidente da Corte, Edson Fachin. Essas articulações visam garantir que os interesses do estado e dos municípios produtores sejam defendidos no julgamento.

Risco de perdas bilionárias para o Rio de Janeiro

Pelos cálculos de entidades que representam a indústria e o comércio, o estado do Rio e os municípios produtores correm o risco de perder cerca de R$ 21 bilhões por ano. Desse total, R$ 8 bilhões seriam do estado e R$ 13 bilhões dos municípios. O Rio de Janeiro é o maior produtor de petróleo do país, e os recursos dos royalties são destinados a áreas essenciais como:

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  • Saúde
  • Educação
  • Segurança
  • Investimentos públicos

De janeiro a março deste ano, o estado recebeu R$ 1,67 bilhão em royalties, enquanto os municípios produtores somaram R$ 1,86 bilhão no mesmo período.

O que são royalties e o contexto do julgamento

Os royalties são uma compensação financeira paga por empresas exploradoras de petróleo a estados e municípios produtores, como forma de indenização pelos impactos ambientais e sociais da atividade. O julgamento no STF vai analisar a validade de uma lei federal de 2012 que alterou os critérios de distribuição desses recursos, ampliando a participação de estados e municípios não produtores. A norma está suspensa desde 2013 por decisão liminar.

Manifesto de entidades e cenário econômico favorável

Na última terça-feira, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, a Associação Comercial do Rio e a Fecomércio entregaram ao governador em exercício um manifesto destacando possíveis prejuízos com a mudança nas regras de divisão das receitas. O julgamento ocorre em um momento em que o estado pode registrar arrecadação recorde em 2026, impulsionada pela alta no preço do barril de petróleo devido à guerra no Oriente Médio.

Roberto Ardenghy, presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, afirmou: “Se a gente tiver o petróleo nesse valor de US$ 90 a US$ 100 — ele estava em US$ 63 e subiu — isso causa aumento exponencial na arrecadação de royalties e de outros impostos do petróleo.” Isso ressalta a importância estratégica da decisão do STF para o futuro econômico do Rio de Janeiro.

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