Governo amplifica crise após derrota de Lula no Senado com Messias
Governo amplifica crise após derrota de Lula no Senado

O governo federal amanheceu indignado com a derrota histórica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Senado. A indicação de Jorge Messias, advogado-geral da União, para o Supremo Tribunal Federal foi rejeitada por 47 votos contra 34 favoráveis, em uma sessão marcada por tensão e ressentimentos.

Mobilização intensa e gastos bilionários

Para tentar garantir a aprovação, o Planalto liberou R$ 12,5 bilhões em emendas parlamentares entre 1º e 27 de abril, um volume 12 vezes maior que o pago em março. Isso equivale a R$ 463 milhões por dia ou R$ 19,2 milhões por hora. Apesar do esforço financeiro e de articulação política, o governo conseguiu apenas 34 votos, aquém dos 41 necessários.

Reação e estratégia de comunicação

Após o fiasco, o governo optou por amplificar a crise, em vez de minimizá-la. Redes sociais foram inundadas com a campanha “Congresso, inimigo do povo”, e o secretário-geral da Presidência, Guilherme Boulos, atribuiu a derrota a um suposto pacto entre “bolsonarismo e chantagem política”. A decisão de Lula de esperar cinco meses para formalizar a indicação, desde novembro de 2025, também é vista como um erro de cálculo.

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Impactos na pauta legislativa

A derrota pode ter consequências imediatas. O Congresso deve analisar o veto de Lula à redução de penas para condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, que beneficiaria Jair Bolsonaro, atualmente inelegível e com sentença de 27 anos de prisão. Uma nova derrota não é descartada e poderia agravar a crise política a seis meses das eleições, em um cenário de alta rejeição aos dois principais candidatos e dois terços de eleitores indecisos.

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