Flávio Bolsonaro detalha estratégias eleitorais do PL após visitar pai preso na PF
Flávio Bolsonaro revela planos do PL após visitar pai na PF

Flávio Bolsonaro expõe estratégias eleitorais do PL após visita ao pai na sede da Polícia Federal

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato à Presidência da República, utilizou sua saída da Papudinha em Brasília nesta quarta-feira (25) para comentar amplamente o xadrez eleitoral que o Partido Liberal está montando nos diversos estados brasileiros. As declarações foram feitas logo após ele visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que se encontra preso na sede da Polícia Federal por acusações de tentativa de golpe de Estado.

Flávio deixou claro que todas as movimentações e decisões estratégicas contam com a total aprovação e validação do patriarca da família. "Falei que tinha tomado decisão, porque a decisão que eu tomo já está validada por ele. Então, ele falou: vai tocando o barco e resolvendo estado por estado", afirmou o senador, enfatizando a sintonia e o aval paterno para as articulações em curso.

Formação de uma "bancada da família" em Santa Catarina e no Distrito Federal

Um dos pontos centrais da estratégia revelada por Flávio Bolsonaro é a aposta na formação do que ele chamou de uma "bancada da família" em dois estados-chave: Santa Catarina e o Distrito Federal. Em Santa Catarina, a jogada envolve a ida do irmão, o vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL), para disputar uma vaga no Senado Federal.

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"O Carlos vai para Santa Catarina, que é um estado que ele é apaixonado, ele tem muitas ligações com Santa Catarina na sua vida. Carlos é uma pessoa que tem vínculos históricos ali e vai ser um grande reforço, sem dúvida alguma, com o nome dele lá junto com a Carol De Toni", detalhou Flávio. A chapa, que apoia a reeleição do governador Jorginho Mello (PL), terá Caroline De Toni (PL-SC) como companheira de Carlos na disputa pelo Senado.

Já no Distrito Federal, a estratégia do PL se concentra nas candidaturas de duas mulheres para o Senado: a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). "Dois grandes quadros também. Então, nesse pé que está ainda", comentou o senador sobre a dupla.

Definições estaduais: Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Mato Grosso

Flávio Bolsonaro também detalhou as articulações do partido em outros estados importantes. No Rio de Janeiro, ele afirmou que o cenário já está definido após anúncios feitos na última terça-feira (24). O PL terá Douglas Ruas como pré-candidato ao governo do estado, com Rogério Lisboa (PP) na chapa como pré-candidato a vice-governador.

"O nosso candidato ao governo [do Rio de Janeiro] é o Douglas Ruas [...] e as outras duas vagas como pré-candidatas ao Senado: o governador Cláudio Castro e o atual prefeito de Belford Roxo, que é o Márcio Canella. Nosso jogo está colocado dessa forma", explicou.

No Rio Grande do Sul, a definição do PL para o governo é a pré-candidatura do deputado Tenente-Coronel Zucco (PL-RS), possivelmente em aliança com o PP. "Lá o Zucco que tá capitaneando, tá comandando esse processo de negociação, e parece que lá ele chegou numa composição com o PP. E, a princípio, lá ele é o nosso pré-candidato a governador", disse Flávio, acrescentando que o pré-candidato ao Senado pelo partido no estado é Ubiratan Sanderson (PL-RS).

Em Mato Grosso, o partido definiu o senador Wellington Fagundes (PL-MT) como pré-candidato ao governo, e o deputado Zé Medeiros (PL-MT) para uma vaga no Senado. "Mato Grosso, lá o senador Wellington Fagundes, ele é nosso pré-candidato ao governador, está liderando as pesquisas, e o presidente Bolsonaro já tem um entendimento de muito tempo que um dos pré-candidatos ao Senado lá é o Zé Medeiros", afirmou.

Mediação de conflitos internos na família Bolsonaro

Questionado sobre as recentes críticas públicas feitas por seu irmão, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), a aliados como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, Flávio adotou um tom conciliador. Ele atribuiu o comportamento de Eduardo à "ansiedade" de estar fora do país e com contas bancárias bloqueadas.

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"Eu vou conversar, vou procurar todo mundo um por um para parar qualquer tipo de aresta que porventura possa existir ainda. Todos estão na mesma pá", garantiu o senador, sinalizando que trabalhará para mediar e suavizar os conflitos internos que têm surgido publicamente dentro do círculo bolsonarista.

A visita de Flávio Bolsonaro ao pai na PF e as subsequentes declarações sobre a estratégia eleitoral do PL ocorrem em um momento de grande tensão política, com o ex-presidente detido e o partido se mobilizando para as próximas eleições em diversos níveis. As movimentações descritas pelo senador revelam um planejamento minucioso e familiar, com o aval explícito de Jair Bolsonaro, mesmo de dentro da prisão.