Escolhas de Lula no mandato prejudicaram candidatura de Haddad em São Paulo, afirmam aliados
Segundo uma análise de importantes figuras do Partido dos Trabalhadores, as decisões tomadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante seu atual mandato teriam minado significativamente a candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo. A avaliação aponta que, se Lula tivesse permitido que o ministro da Fazenda conduzisse efetivamente a economia, a situação eleitoral seria muito mais simples para o petista.
Desafios complexos para a esquerda em São Paulo
Disputar a vaga atualmente ocupada por Tarcísio de Freitas, representando o governo petista, é considerado um desafio árduo para qualquer político de esquerda. No entanto, ter que defender publicamente as escolhas do chefe da Casa Civil, Rui Costa, e da presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, torna o caminho ainda menos atrativo, conforme o entendimento de aliados próximos a Haddad.
Um petista de peso avalia que a candidatura de Fernando Haddad em São Paulo poderia ser facilmente resolvida se Lula tivesse dado autonomia ao ministro da Fazenda para tocar a economia de fato. Em vez disso, o presidente gastou conforme suas vontades e empoderou figuras como Rui Costa e Gleisi Hoffmann ao longo de todo o mandato.
Consequências políticas para Haddad
Essas ações deixaram Haddad sem um discurso político convincente e com uma crise fiscal para defender nas urnas. A situação se agrava com a percepção de que o ministro já está praticamente fora da vida política, considerando sua missão no governo como concluída.
No Planalto, circula a informação de que Haddad já avisou Lula sobre sua saída do governo nos próximos dias. Em entrevista ao Metrópoles, o ministro confirmou: “Ele está informado. Devo sair no mês de fevereiro com certeza. Devo deixar o governo em fevereiro”, declarou Haddad.
A avaliação dos auxiliares de Lula converge com o relato do cacique petista ouvido pelo Radar, reforçando a ideia de que as escolhas presidenciais durante o mandato criaram obstáculos insuperáveis para a campanha de Haddad no principal estado do país.