Direita promove atos em mais de 20 cidades contra Lula e ministros do STF
Lideranças da direita e pré-candidatos às eleições deste ano foram às ruas, na manhã deste domingo, 1º de março de 2026, em uma mobilização nacional convocada para mais de 20 cidades. Batizada de “Acorda Brasil”, a iniciativa tem como principal alvo o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF).
Articulação e principais alvos
O movimento foi articulado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e inclui críticas diretas aos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além de questionamentos sobre a condução do caso envolvendo o Banco Master na Corte. A pauta reúne pedidos de impeachment de autoridades e cobranças relacionadas às decisões do Judiciário, com foco especial nas ações do STF.
Manifestações pelo país
Pela manhã, manifestações foram registradas em Brasília, Belo Horizonte, no bairro de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, e em Salvador. Um ato também está previsto para ocorrer ao longo do dia em São Paulo, ampliando o alcance nacional do protesto. Na capital mineira, a expectativa é de que Nikolas Ferreira suba ao trio para discursar aos apoiadores, reforçando a mensagem central do movimento.
Organização e presenças políticas
Em Brasília, a mobilização é organizada pela deputada Bia Kicis (PL-DF) e conta com a presença do senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado. A convocação original do ato foi feita por Nikolas nas redes sociais para o dia 12 de fevereiro, sob o slogan “Acorda Brasil – Fora Lula, Moraes e Toffoli”, mas sofreu ajustes após feedback interno.
Reformulação da agenda
O chamado, no entanto, gerou desconforto entre setores da própria direita, que avaliaram que a mobilização não enfatizava de forma clara a defesa da anistia aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. Diante das críticas, os organizadores reformularam a agenda do protesto.
O novo escopo passou a incorporar, além das críticas ao Executivo e ao STF, a defesa da anistia aos investigados e condenados pelos atos de 8 de janeiro, tema que se tornou central na estratégia de mobilização de parte da oposição ao governo federal. Essa mudança reflete uma tentativa de unificar diferentes correntes da direita em torno de uma causa comum, ampliando o apelo popular dos protestos.
Contexto político e expectativas
Os atos ocorrem em um ano eleitoral, aumentando a visibilidade das demandas e a pressão sobre as autoridades. A mobilização “Acorda Brasil” busca capitalizar o descontentamento com o governo Lula e o STF, utilizando as redes sociais e a presença física nas ruas para galvanizar o apoio da base conservadora. Com a participação de figuras proeminentes como Nikolas Ferreira e Bia Kicis, o movimento demonstra uma coordenação estratégica que pode influenciar o debate político nacional nos próximos meses.



