Decisão sobre vice de Tarcísio será coletiva, afirma presidente da Alesp André do Prado
Decisão sobre vice de Tarcísio será coletiva, diz André do Prado

Decisão sobre vice de Tarcísio será coletiva, afirma presidente da Alesp André do Prado

O presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, deputado André do Prado (PL), declarou nesta quinta-feira que a escolha do vice-governador para a candidatura à reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos) será uma decisão tomada em grupo, e não de forma unilateral. A afirmação foi feita durante entrevista, onde o parlamentar destacou que o desejo do governador paulista terá peso significativo, mas a definição final envolverá todo o arco de alianças políticas.

Reunião pós-Carnaval para definir vice

Segundo André do Prado, ele e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, devem se reunir com Tarcísio de Freitas logo após o período do Carnaval. O objetivo da reunião é comunicar oficialmente ao governador a intenção do partido de indicar Prado para o cargo de vice-governador. Atualmente, a posição é ocupada por Felício Ramuth, do PSD de Gilberto Kassab, o que torna a discussão ainda mais relevante no cenário político paulista.

O deputado argumenta que sua indicação traria benefícios em termos de governabilidade, uma vez que o PL possui aproximadamente 20 deputados estaduais em São Paulo. Ele acredita que ocupar o cargo de vice-governador facilitaria a administração de Tarcísio, fortalecendo a base de apoio no legislativo estadual. "Vai ser uma decisão de grupo, porque ele tem um arco de aliança. Então não pode ser uma decisão unilateral, é uma decisão de grupo a todos os sentidos contemplados. Mas é lógico que a vontade dele vai pesar bastante", afirmou Prado.

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Divergências internas no PL

Apesar do apoio de Valdemar Costa Neto à indicação de André do Prado, a proposta enfrenta resistência dentro do próprio partido. Representantes do chamado "bolsonarismo-raíz" não veem o deputado como próximo ideologicamente do clã Bolsonaro, o que pode gerar atritos internos. Essa divisão reflete as complexidades das alianças políticas em São Paulo, onde diferentes facções buscam influenciar a composição da chapa eleitoral.

A reunião pós-Carnaval será crucial para alinhar os interesses e definir os próximos passos. Enquanto isso, a situação permanece em aberto, com expectativas de que a decisão final seja anunciada nos próximos meses, conforme as negociações avançam entre os partidos envolvidos.

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