Chapa Mudar para Transformar vence eleição para reitoria da UFSC em segundo turno
A chapa Mudar para Transformar, liderada por Amir Antônio Martins de Oliveira Júnior e Felipa Rafaela Amadigi, foi a vencedora do segundo turno da consulta eleitoral para os cargos de reitor e vice-reitora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A eleição, realizada na quarta-feira (16), definiu os nomes que devem comandar a instituição durante a gestão de 2027 a 2030, com ampla participação da comunidade acadêmica.
Resultado eleitoral e próximos passos
A chapa vencedora obteve 55,40% dos votos válidos, consolidando sua vitória em um processo que envolveu estudantes, professores e técnicos administrativos de todos os campi da universidade. As urnas foram instaladas não apenas nos campi, mas também no Hospital Universitário e na própria Reitoria, garantindo acessibilidade e representatividade.
O resultado oficial da eleição será encaminhado ao Conselho Universitário (CUn) até sexta-feira (17), conforme estabelecido pelo rito eleitoral. A partir disso, será formada uma lista tríplice com os nomes mais votados, que será enviada ao governo federal para a nomeação final pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Perfil dos eleitos
Amir Antônio Martins de Oliveira Júnior, de 58 anos, é natural de Florianópolis e atua como professor titular do Departamento de Engenharia Mecânica. Além disso, exerce a função de vice-diretor do Centro Tecnológico de Portas Abertas (CTC), demonstrando uma trajetória consolidada na área acadêmica e administrativa.
Felipa Rafaela Amadigi, com 46 anos, é paranaense da cidade de Loanda e professora adjunta do departamento de Enfermagem. Sua formação inclui:
- Graduação em Enfermagem pela UFSC (2003)
- Mestrado em Saúde Pública (2005)
- Doutorado em Enfermagem (2011), também pela UFSC
Essa trajetória acadêmica robusta reforça sua qualificação para o cargo de vice-reitora.
Tradição e processo de formação da lista tríplice
Segundo as normas da UFSC, o processo eleitoral permite que qualquer professor que atenda aos critérios estabelecidos pela universidade se inscreva para a formação das listas tríplices. No entanto, a tradição institucional indica que apenas o grupo político da chapa vencedora costuma seguir adiante com o processo, consolidando a representatividade do resultado das urnas.
Essa etapa é fundamental para garantir a legitimidade e a transparência na escolha dos próximos dirigentes da universidade, assegurando que a vontade da comunidade acadêmica seja respeitada em todas as fases.



