Aprovação de Lula empata com desaprovação após pacote de medidas
Aprovação de Lula empata com desaprovação após pacote

A aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a empatar com a desaprovação, após um período em que a desaprovação estava à frente nas pesquisas. O governo atribui esse cenário ao pacote de medidas recentes, como o "Novo Desenrola", também chamado de "Desenrola 2.0", o fim da isenção para compras internacionais de até US$ 50 (taxa das blusinhas) e o crédito para taxistas e motoristas de aplicativos. A oposição classifica as medidas de eleitoreiras, mas o governo se defende dizendo que não pode parar de trabalhar por ser ano eleitoral.

Objetivos do governo

O objetivo do governo é seguir com essas ações. A próxima medida é ajudar famílias endividadas, mas que não estão inadimplentes. O Ministério da Fazenda estuda como viabilizar essa medida para lançá-la ainda neste semestre, quando o presidente Lula também espera aprovar o fim da escala de trabalho 6x1, outra bandeira defendida pelo governo.

Resultados da pesquisa Datafolha

O Datafolha mostrou, por outro lado, que a avaliação 'ótimo e bom' segue abaixo de 'ruim e péssimo', mas a diferença entre elas diminuiu de 11 pontos na pesquisa de abril para seis pontos na atual. O empate da aprovação com a desaprovação e a redução na avaliação negativa são classificados como cruciais pela equipe de Lula para a disputa eleitoral.

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  • Aprovam: 48% (eram 45% em maio)
  • Desaprovam: 48% (eram 51% em maio)
  • Não sabem/não responderam: 3% (eram 4% em maio)

Impacto na corrida eleitoral

A equipe de Lula comemorou o Datafolha também por mostrar que, atacado, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresenta queda nas intenções de voto. Até então, desde que foi lançado pelo pai, o senador vinha subindo nas pesquisas, a ponto de empatar com Lula nas simulações de segundo turno com 45%. Agora, Flávio Bolsonaro recuou para 43% e Lula foi para 47%.

Um dado foi destacado por assessores de Lula: ainda há espaço para explorar a relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Segundo a pesquisa Datafolha, 36% da população ainda não tomou conhecimento das notícias sobre as relações entre o senador e o banqueiro. Por isso, a equipe de Lula vai seguir explorando as fragilidades do filho de Bolsonaro em suas relações com o dono do Banco Master.

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