Justiça Federal ordena demolição de restaurante irregular no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses
Justiça manda demolir restaurante irregular em parque nacional

Justiça Federal ordena demolição de restaurante irregular no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses

A Justiça Federal emitiu uma sentença determinando a demolição do restaurante Recanto das Gaivotas, localizado no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, na cidade de Santo Amaro, a aproximadamente 251 quilômetros de São Luís. A decisão judicial estabelece a suspensão imediata das atividades do empreendimento, que opera sem a devida autorização ambiental.

Histórico de irregularidades e notificações

Segundo o Ministério Público Federal, o proprietário do estabelecimento nunca obteve autorização do órgão ambiental competente. O réu, cuja identidade não foi divulgada, já havia sido notificado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) desde 2019, quando a estrutura era mais simples. Na ocasião, recebeu um prazo de 90 dias para demolir o local, o que não foi cumprido.

Em uma nova fiscalização realizada em 2020, o ICMBio constatou que, em vez de demolir, o restaurante havia passado por reformas. No local, foi encontrada uma estrutura de alvenaria, evidenciando a ampliação irregular dentro da área protegida.

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Parque Nacional com proteção integral

O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses é reconhecido como Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO desde julho de 2024, gozando de proteção integral. Nessas áreas, é obrigatória a autorização ambiental para qualquer empreendimento, que deve estar em total conformidade com a legislação vigente.

Decisão judicial e penalidades

O réu foi condenado a:

  • Cessar imediatamente qualquer atividade comercial no local
  • Abster-se de realizar novas ampliações ou intervenções na área protegida
  • Demolir todas as estruturas construídas irregularmente
  • Remover os entulhos às próprias custas
  • Apresentar e executar o Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), sob fiscalização do ICMBio
  • Pagar indenização por danos ambientais, cujo valor será definido posteriormente
  • Arcar com custas processuais e honorários advocatícios

A decisão ainda permite a interposição de recurso, mantendo a possibilidade de revisão judicial.

Posicionamento da defesa

Em nota oficial, a defesa do responsável pelo estabelecimento afirmou que, desde a primeira intimação, ele sempre se apresentou à Justiça, respondeu ao processo, participou ativamente das audiências e colaborou integralmente com as autoridades. O advogado destacou que não houve descumprimento da decisão judicial nem ampliação irregular da estrutura após o conhecimento das determinações legais.

Em relação às penalidades e eventuais multas, a defesa esclareceu que estão suspensas devido a um acordo firmado com o Ministério Público Federal. Reafirmou o total respeito às instituições, à Justiça Federal e aos órgãos de fiscalização ambiental, garantindo que todas as determinações foram e continuarão sendo cumpridas rigorosamente.

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