Governadora do Distrito Federal retira área de preservação de plano para salvar Banco de Brasília
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão do Partido Progressista (PP), anunciou oficialmente nesta quarta-feira, dia 1°, a retirada da Gleba A da Serrinha do Paranoá do plano estratégico para salvar o Banco de Brasília (BRB). A decisão foi comunicada pela manhã e confirmada pela assessoria da chefe do Executivo ao portal g1, representando uma vitória significativa para movimentos ambientalistas e comunitários que se mobilizaram contra a inclusão da área no projeto.
Protestos de moradores e ambientalistas pressionam governo
A Serrinha do Paranoá estava entre os terrenos públicos inicialmente oferecidos para reforçar o patrimônio líquido do BRB, instituição financeira que sofreu um rombo financeiro considerável após operações malsucedidas realizadas em parceria com o Banco Master. A inclusão da gleba no plano de recuperação bancária gerou intensa reação de entidades de preservação ambiental e grupos de moradores, que organizaram protestos e campanhas destacando o valor ecológico e social da região.
Os manifestantes argumentavam que a área, conhecida por sua biodiversidade e importância para o equilíbrio ambiental do Distrito Federal, não deveria ser utilizada como moeda de troca para cobrir prejuízos de instituições financeiras. A pressão popular parece ter surtido efeito, levando a governadora a revisar a proposta inicial e excluir a Serrinha do Paranoá da lista de ativos a serem mobilizados.
Próximos passos do governo ainda não foram definidos
Apesar do anúncio, a assessoria de Celina Leão informou que ainda não há detalhes concretos sobre os procedimentos administrativos e legais necessários para formalizar a retirada da gleba do processo. A governadora não especificou quais alternativas serão buscadas para substituir o terreno no plano de recuperação do BRB, deixando em aberto como o banco será capitalizado para superar suas dificuldades financeiras.
Especialistas em políticas públicas e direito ambiental alertam que a decisão, embora celebrada pelos defensores da Serrinha do Paranoá, pode gerar novos desafios para a gestão financeira do BRB, exigindo criatividade e transparência na busca por soluções que não comprometam áreas de preservação. A situação permanece em acompanhamento, com expectativa de que o governo divulgue em breve um cronograma claro para a implementação da medida.



