Ucrânia usa drones e Starlink para equilibrar guerra contra a Rússia
Ucrânia usa drones e Starlink para equilibrar guerra

A guerra na Ucrânia, ofuscada pela volatilidade no Oriente Médio, continua a todo vapor. Os ucranianos encontraram soluções baratas e inteligentes para intensificar a chamada guerra dos drones. Atualmente, 80% das baixas russas são causadas por veículos não tripulados. Este ano, o país deve produzir impressionantes sete milhões de drones, número que transforma o cenário bélico.

Impacto dos drones no conflito

Os drones mudaram a guerra convencional. A morte agora chega pelo ar, não mais pela troca de fogo tradicional. Segundo o Instituto para o Estudo da Guerra, a Rússia perde 35 mil homens por mês, entre mortos e feridos que não podem retornar ao front. Soldados com ferimentos leves são frequentemente obrigados a reocupar posições. Embora os russos também tenham aprendido a combater com drones, a Ucrânia saiu na frente.

O jornalista britânico Jimmy Rushton, do Kyiv Independent, afirma que os avanços russos praticamente pararam em 2026. Os ucranianos aprenderam a enfrentar as táticas de infiltração, e os drones cobram um preço terrível da infantaria inimiga. A Ucrânia agora mata ou fere mais soldados russos do que o Kremlin consegue recrutar. A vantagem russa sempre foi a superioridade numérica e a disposição de sacrificar tropas por pequenos ganhos. Se a reposição falha, toda a estratégia é atingida.

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Papel do Starlink na guerra

Outro fator decisivo foi a decisão de Elon Musk, em fevereiro, de cortar o acesso russo à rede Starlink. Sem a internet, os russos perderam capacidade de controlar o campo de batalha. Um operador de drones ucraniano entrevistado pela BBC calculou que os inimigos perderam 50% de sua capacidade ofensiva. Menos ataques, menos drones inimigos, menos tudo.

Musk atendeu a um pedido do ministro da Defesa ucraniano, Mikhailo Fedorov, baseado em evidências de que o Starlink permitia ataques precisos com vídeo em tempo real. Em um desses ataques, cinco passageiros de um trem civil foram mortos. Após a decisão da SpaceX, o ministério criou uma lista branca de usuários militares ucranianos. Civis tiveram que se registrar novamente, e os russos foram excluídos.

Recrutamento e inovação

A Ucrânia também se beneficia do recrutamento de jovens universitários para operar drones, mão de obra inteligente que a guerra moderna exige. Enquanto os ucranianos defendem a sobrevivência nacional, jovens russos com alta formação profissional não são tentados a ir para o front. Além disso, foi criado um sistema de pontos semelhante a videogames: explodir um tanque inimigo vale 40 pontos, capturar um soldado russo vivo rende 60, e evacuar um camarada ferido dá o dobro.

Perspectivas de paz

A Ucrânia não conseguirá expulsar todos os invasores nem retomar os 20% do território ocupado. O objetivo é estar em posição mais forte nas negociações de paz. O país já provou que não desistirá. Quando Donald Trump pressionava por um cessar-fogo (aceito pela Ucrânia, mas não pela Rússia), disse que Zelenski não tinha cartas na mão. A guerra dos drones mostra que as coisas não são tão simples. Com criatividade, obstinação e espírito de resistência, os ucranianos provam o contrário.

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