Trump suspende ataques ao Irã a pedido de líderes árabes do Golfo
Trump suspende ataques ao Irã a pedido de aliados árabes

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira, 18, que suspendeu a retomada dos bombardeios contra o Irã, prevista para esta terça-feira, 19, atendendo a um pedido de lideranças das monarquias árabes do Golfo, aliadas de Washington. Os ataques haviam sido interrompidos por um frágil cessar-fogo em 8 de abril.

Pressão dos aliados do Golfo

Em publicação em sua rede social, Truth Social, Trump afirmou: “Fui solicitado pelo emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani, pelo príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman Al Saud, e pelo presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan, a adiar o nosso planejado ataque militar contra a República Islâmica do Irã, que estava agendado para amanhã”.

Segundo Trump, esses líderes acreditam que as negociações em andamento podem resultar em um acordo de paz “muito aceitável para os Estados Unidos da América, bem como para todos os países do Oriente Médio e de outras regiões”. O pacto, de acordo com o presidente, incluiria “a proibição de armas nucleares para o Irã”.

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Proposta iraniana considerada insuficiente

Paralelamente, o portal Axios informou que a Casa Branca deve rejeitar a mais recente proposta iraniana para encerrar a guerra de forma permanente. O documento foi considerado “insuficiente” para um acordo sério e “não representa uma melhoria significativa” em relação aos termos anteriores, já descartados na semana passada.

Uma autoridade do governo americano disse ao Axios: “Não estamos fazendo muito progresso. Estamos em uma situação muito séria hoje. A pressão está sobre eles, para que respondam da maneira correta”. A fonte acrescentou que “chegou a hora dos iranianos oferecerem alguma coisa. Precisamos de uma conversa real, sólida e detalhada (sobre o programa nuclear)”. Caso o Irã não mude de postura, os Estados Unidos terão que continuar as negociações “com bombas”.

Preparação militar mantida

Apesar da suspensão, Trump instruiu o secretário de Estado, Pete Hegseth, e o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Daniel Caine, a não realizarem “o ataque programado” na terça. No entanto, ele os orientou a “estarem preparados para prosseguir com um ataque em grande escala contra o Irã, a qualquer momento, caso um acordo aceitável não seja alcançado”.

O presidente americano estuda retomar as operações militares por entender que o regime dos aiatolás não está disposto a fazer concessões significativas em seu programa nuclear. Uma reunião de segurança nacional na Sala de Situação está prevista para esta terça-feira.

Posição do Irã

O Irã confirmou que transmitiu a Washington uma nova proposta no domingo, 17, por meio do Paquistão, que atua como mediador. O porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaeil Baqaei, reiterou as exigências do país, como a liberação de ativos congelados no exterior, o fim das sanções e o pagamento de reparações pelos EUA.

A agência Fars destacou que a nova oferta enfatiza que a gestão do Estreito de Ormuz continuará sob controle de Teerã, que mantém a passagem fechada desde o início do conflito. Segundo o Axios, o documento inclui mais informações sobre o compromisso iraniano de não buscar armas atômicas, mas não detalha a suspensão do enriquecimento de urânio ou a entrega do estoque de 400 kg de material nuclear com altos níveis de pureza.

Uma autoridade americana classificou as melhorias como “simbólicas”. O porta-voz Baqaei, questionado sobre a possibilidade de novo confronto, disse que o Irã está “preparado para qualquer eventualidade”.

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