Trump sugere novos ataques ao Irã e mantém pressão por acordo de paz
Trump sugere novos ataques ao Irã e mantém pressão por paz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a sugerir, nesta quarta-feira, 20, a possibilidade de retomar os ataques militares contra o Irã caso as negociações de paz não avancem. A declaração ocorre um dia após Teerã divulgar detalhes de sua mais recente proposta de paz enviada aos EUA, cujos termos, no entanto, parecem pouco diferentes da versão anteriormente rejeitada por Trump.

Declarações de Trump sobre o Irã

Durante um discurso em uma cerimônia de formatura da Guarda Costeira dos EUA, Trump reiterou que não permitirá que o Irã possua armas nucleares, ponto central do impasse entre os dois países. "Não permitiremos que o Irã tenha uma arma nuclear. É muito simples. Não deixaremos isso acontecer", afirmou. "Veremos o que acontece. Atacamos com muita força. Talvez tenhamos que atacar com ainda mais força – mas talvez não."

Em outro momento, Trump voltou a alegar que as forças iranianas foram amplamente destruídas. "Tudo se foi. A marinha deles se foi. A força aérea deles se foi. Quase tudo. A única questão é: vamos lá e terminamos o serviço? Será que eles vão assinar algum documento? Vamos ver o que acontece", declarou.

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Na véspera, o presidente já havia indicado que poderia lançar novos ataques militares contra o Irã "em dois ou três dias". Ele também afirmou ter estado "a uma hora" de autorizar uma ofensiva, mas optou por adiar a decisão temporariamente.

Resposta do Irã

Em resposta, o chefe da comissão de segurança nacional do Parlamento iraniano, Ebrahim Azizi, sugeriu à imprensa estatal que a suspensão de uma nova onda de bombardeios refletiria a avaliação de Washington de que qualquer ofensiva adicional geraria uma "resposta militar decisiva" de Teerã.

Detalhes da proposta de paz iraniana

A versão atualizada da proposta, divulgada pela imprensa estatal iraniana na terça-feira, 19, prevê o fim da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano, alvo de ataques recentes de Israel contra a milícia Hezbollah, e a retirada das tropas americanas de áreas próximas ao Irã.

O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou que o texto também estabelece a suspensão de sanções, a liberação de fundos congelados e o fim do bloqueio marítimo americano ao país, além de reparações por danos causados pela guerra.

Um alto funcionário iraniano disse à agência de notícias Reuters que os EUA parecem estar suavizando algumas exigências, concordando em liberar um quarto dos ativos bloqueados mantidos em bancos estrangeiros, o que corresponde a dezenas de bilhões de dólares. O Irã, no entanto, demanda a liberação completa dos fundos.

Posição dos Estados Unidos

Em contrapartida, o portal de notícias Axios afirmou na segunda-feira que a Casa Branca deve rejeitar a proposta por considerá-la "insuficiente" para um acordo e avaliar que "não representa uma melhoria significativa" em relação aos termos anteriores. Segundo a apuração, o documento inclui mais informações sobre o compromisso iraniano de não buscar armas atômicas, mas não detalha a suspensão do enriquecimento de urânio ou a entrega de seu estoque de 400 kg de material nuclear com altos níveis de pureza.

"Não estamos fazendo muito progresso. Estamos em uma situação muito séria hoje. A pressão está sobre eles, para que respondam da maneira correta", disse uma fonte à agência. "Chegou a hora dos iranianos oferecerem alguma coisa. Precisamos de uma conversa real, sólida e detalhada sobre o programa nuclear", alertou, acrescentando que, caso o Irã não mude de postura, os Estados Unidos terão que continuar as negociações "com bombas".

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