O estado do Rio Grande do Sul confirmou, nesta terça-feira (12), a primeira morte por hantavírus registrada em 2026. A vítima, cuja identidade não foi divulgada, estava internada em um hospital da região e não resistiu às complicações da doença. A confirmação foi feita pela Secretaria Estadual da Saúde, que já iniciou as investigações epidemiológicas para identificar a origem da contaminação.
Cepa encontrada no Brasil não é transmissível entre humanos
De acordo com a doutora Elba Lemos, infectologista da Sociedade Brasileira de Infectologia, a cepa do hantavírus identificada em território brasileiro não possui capacidade de transmissão direta entre pessoas. “O contágio ocorre principalmente pela inalação de partículas virais presentes na urina, fezes ou saliva de roedores infectados. Não há evidências de transmissão de humano para humano nessa variante”, explicou a especialista em entrevista à RECORD NEWS.
A hantavirose é uma doença viral aguda que pode evoluir para quadros graves, como a síndrome cardiopulmonar por hantavírus (SCPH). Os sintomas iniciais incluem febre, dores musculares, cansaço e dificuldades respiratórias. A prevenção envolve evitar o contato com roedores e seus excrementos, especialmente em áreas rurais ou de mata.
Alerta para a população
As autoridades sanitárias reforçam a importância de medidas preventivas, como vedar frestas em casas, armazenar alimentos em recipientes fechados e não acumular entulhos. Em caso de sintomas suspeitos, a recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde para diagnóstico e tratamento precoce.
O Brasil já registrou outros casos de hantavírus em anos anteriores, principalmente nas regiões Sul e Sudeste. A morte confirmada no Rio Grande do Sul acende um alerta para a necessidade de vigilância constante, especialmente em áreas com alta infestação de roedores.



