Trump chama Cuba de 'nação falida' e diz que país precisa de ajuda
Trump: Cuba é 'nação falida' e precisa de ajuda

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta terça-feira (19) que Cuba é uma “nação falida” e que o país “precisa de ajuda”, mas evitou especificar como o regime cubano poderia mudar. “É um regime duro, que matou muita gente. Mas é um país que realmente precisa de ajuda. Eles não conseguem ligar a luz, eles não têm o que comer”, afirmou durante uma coletiva de imprensa.

Declaração em meio a projeto polêmico

A fala ocorreu em um evento para apresentar o projeto de um novo salão de festas na Casa Branca, uma das obras mais ambiciosas e controversas do segundo mandato de Trump, com custo estimado em R$ 2,1 bilhões. Trump segurava uma foto do projeto enquanto fazia as declarações sobre Cuba.

Tensões crescentes entre EUA e Cuba

As declarações acontecem em um contexto de aumento das tensões bilaterais. Desde janeiro, o governo Trump ampliou sanções contra a ilha e impôs medidas que agravaram a crise energética em Cuba. O presidente americano já havia sugerido anteriormente que Cuba poderia ser “a próxima” na lista de ações dos EUA.

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Orientações do governo cubano

Na segunda-feira (18), o governo cubano divulgou orientações à população sobre como agir em caso de uma eventual intervenção militar dos EUA. As recomendações incluem estocar suprimentos e buscar abrigo contra possíveis ataques aéreos.

Pressão sobre a ilha

Desde a captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, em janeiro, os Estados Unidos vêm pressionando o governo cubano a implementar reformas profundas em seu sistema econômico e regime político. O governo em Havana rejeita as exigências, argumentando com a soberania nacional.

Para intensificar a pressão, Washington impôs um embargo petrolífero que exacerbou a crise energética que Cuba já enfrentava. A isso se soma a ordem executiva assinada em 1º de maio por Trump, que amplia as sanções econômicas, financeiras e comerciais em vigor há mais de seis décadas.

Especialistas consideram plausível uma agressão militar dos EUA contra a ilha, após os acontecimentos na Venezuela e no Irã, e o próprio Trump já afirmou que Cuba “é a próxima”.

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