O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou um repórter de 'quase traição' após ser questionado sobre a possibilidade de um novo bombardeio ao Irã. O incidente ocorreu durante uma conversa com jornalistas a bordo do Air Force One, no voo de retorno a Washington na última sexta-feira.
Pergunta que gerou polêmica
O repórter indagou: 'Qual seria a utilidade de repetir o bombardeio? Vocês fizeram isso por 38 dias e não conseguiram as mudanças políticas no Irã'. A pergunta provocou a reação enfática de Trump, que classificou a abordagem como 'farsante' e 'incorreta'.
'Tivemos uma vitória militar total. Destruímos toda a Marinha deles', rebateu o presidente. 'Eu realmente acho que é quase uma traição o que você escreve. Mas você, o New York Times e a CNN, eu diria, são os piores.'
Impasse nas negociações
As conversas entre Estados Unidos e Irã parecem ter estagnado nas últimas semanas. Trump havia insistido que a crise iraniana seria resolvida antes de sua viagem à China. No entanto, no início da semana, ele declarou que o cessar-fogo com o Irã estava em 'estado crítico' e chegou a afirmar que não havia lido a última proposta de Teerã, classificando-a como 'lixo' e 'estúpida', acrescentando que 'ninguém a aceitaria'.
Em contrapartida, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, defendeu a proposta iraniana, afirmando que o governo foi 'generoso' e que os pedidos eram apenas 'o fim da guerra, o levantamento do bloqueio e da pirataria, e a liberação dos ativos iranianos injustamente congelados em bancos devido à pressão dos EUA'.
Reações e contexto
A declaração de Trump reacendeu o debate sobre a relação entre a imprensa e o governo americano. O presidente já havia criticado veículos como o New York Times e a CNN anteriormente, mas a acusação de 'traição' eleva o tom do confronto. Analistas apontam que o impasse nuclear com o Irã continua sendo um dos maiores desafios da política externa de Trump, especialmente com a aproximação da viagem à China.



