Taiwan denuncia patrulha chinesa e acusa Pequim de instabilidade regional
Taiwan denuncia patrulha chinesa e acusa Pequim

O governo de Taiwan enviou navios e caças para monitorar uma patrulha militar chinesa nos arredores da ilha, conforme informou a agência Reuters nesta segunda-feira, 25. Esta é a segunda vez em uma semana que a China envia ativos para a região, aumentando a presença militar e gerando preocupação entre as lideranças taiwanesas. Pequim considera Taiwan uma província rebelde e parte inalienável de seu território.

Declarações oficiais

O secretário-geral do Conselho de Segurança Nacional de Taiwan, Joseph Wu, afirmou que o Exército de Libertação Popular realizou um 'patrulhamento conjunto de prontidão para combate' ao redor da ilha, logo após a cúpula de Pequim. Em sua conta no X, antigo Twitter, Wu acusou a China de ser a 'única fonte de instabilidade no Indo-Pacífico' ao lançar ações militares 'não provocadas'. Ele compartilhou imagens de relatórios que evidenciam as atividades detectadas por Taiwan.

Detalhes da operação

De acordo com o Ministério da Defesa de Taiwan, 21 aeronaves chinesas foram localizadas nos arredores da ilha, incluindo caças J-16 e drones, além de navios de guerra. A China já havia realizado uma patrulha semelhante no dia 19 de maio. Além disso, mais de 100 navios chineses foram posicionados ao longo da primeira cadeia de ilhas, uma área que vai do Japão até as Filipinas, passando por Taiwan. As embarcações continuam na região, segundo a Reuters.

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Riscos e análises

O diretor do Instituto de Pesquisa Nacional em Defesa e Segurança, Su Tzu-Yun, alertou que as patrulhas de combate posicionaram navios de guerra com mísseis de cruzeiro a cerca de 24 milhas náuticas da costa taiwanesa. Essa configuração dificulta a defesa de Taipei, pois os mísseis lançados dessas posições são mais difíceis de detectar e podem atingir alvos em apenas três minutos. 'Se a China usar esse tipo de ataque surpresa com mísseis, isso poderia paralisar temporariamente Taiwan', disse Su.

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