Rússia pede evacuação de Kiev e ameaça mega-ataque a centros de decisão ucranianos
Rússia pede evacuação de Kiev e ameaça mega-ataque

Em um movimento sem precedentes, a Rússia emitiu um pedido oficial para que cidadãos comuns e diplomatas estrangeiros deixem Kiev, alertando para um mega-ataque iminente contra centros de decisão do governo ucraniano. Até o momento, a solicitação não provocou reações oficiais dos governos com representação na capital ucraniana.

Alerta russo e contexto do conflito

Na segunda-feira (25), o Ministério das Relações Exteriores da Rússia divulgou um alerta incomum, sugerindo a evacuação de estrangeiros e recomendando que moradores de Kiev se afastem de prédios governamentais e militares. Na véspera, Moscou já havia realizado um mega-ataque com 600 drones e 90 mísseis balísticos, incluindo o novo modelo Orechnik, projetado para conflitos nucleares, com foco na região de Kiev. A Rússia justificou a ação como uma retaliação pela morte de 21 estudantes em um dormitório durante um ataque ucraniano a Lugansk, região ocupada no leste do país.

Reações internacionais

Diversos países expressaram repúdio à ameaça russa. O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou estar "extremamente preocupado" com a situação e condenou o ataque à escola, enfatizando a necessidade de evitar a escalada. A nova ameaça ocorre em um momento de paralisia nas frentes de batalha, com a Rússia perdendo o ímpeto do início do ano e negociações de paz estagnadas. Crescem rumores de que o presidente Vladimir Putin pode lançar a primeira grande ofensiva diretamente contra Kiev a partir de Belarus, desde que recuou suas forças no início do conflito.

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Posição dos Estados Unidos

Os Estados Unidos, principal ator no cenário devido à disposição do presidente Donald Trump em dialogar com Putin, receberam um aviso direto do chanceler russo Serguei Lavrov ao seu homólogo Marco Rubio. Até o momento, não houve movimentações na embaixada americana em Kiev. A encarregada de negócios, Julie Davis, publicou uma nota condenando os ataques de domingo, acompanhada de fotos das regiões atingidas. A representação dos EUA, como outras, está sob regime de segurança reforçada.

Reação do Brasil

Consultada por telefone, a Embaixada do Brasil informou que todos os serviços estão mantidos. Segundo o Itamaraty, não há mudança de orientação neste momento.

Posição europeia

As representações da Europa, continente que mantém uma postura mais firme contra a guerra de Putin, foram mais incisivas. A embaixada da Polônia declarou que "não cede à retórica provocativa do agressor", enquanto a da Alemanha "continua trabalhando normalmente, dentro do plano que prevê o monitoramento da situação". A França acusou Moscou de "ameaças inaceitáveis que contradizem as obrigações internacionais da Rússia". Já os britânicos afirmaram que qualquer ataque será "uma grave violação". A embaixadora da União Europeia no país, Katarína Mathernová, disse que os trabalhos continuam e classificou as ameaças como "sinal de desespero". O bloco convocou o enviado russo para explicar as ameaças, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, criticou Moscou por tentar "desestabilizar as democracias" do continente com incidentes envolvendo drones nos Estados Bálticos.

Posição da China

A China, aliada de Putin que nunca condenou a invasão de 2022, manteve sua posição usual. A porta-voz diplomática Mao Ning afirmou que "consideramos o diálogo a única maneira viável de resolver o conflito" e apelou às partes para "fazerem esforços conjuntos para pôr fim à escalada o mais rapidamente possível". Ela não comentou se a embaixada em Kiev seria evacuada. Putin visitou Xi Jinping na semana passada, mas nenhum dos líderes abordou publicamente o tema Ucrânia.

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