O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, afirmou nesta terça-feira, 19, que foi informado sobre um pedido de mandado de prisão 'secreto' contra ele emitido pelo procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI). Em uma coletiva de imprensa, Smotrich declarou que não será intimidado pela corte em Haia, classificando-a como 'antissemita', e anunciou uma declaração de guerra à Autoridade Palestina como forma de retaliação.
Reação de Smotrich
Smotrich destacou que, como representante de um Estado soberano e independente, Israel não aceitará imposições de órgãos que considera tendenciosos e que se opõem sistematicamente ao país. 'Não aceitaremos imposições hipócritas de órgãos tendenciosos que se opõem sistematicamente ao Estado de Israel, aos nossos direitos bíblicos, históricos e legais', afirmou o ministro.
Segundo ele, a informação sobre o suposto mandado foi compartilhada por uma fonte na segunda-feira, 18. Smotrich não revelou as acusações específicas contidas no documento, mas afirmou estar disposto a 'pagar preços pessoais' para servir o povo israelense.
Retaliação contra a Autoridade Palestina
O ministro também anunciou que ordenou a evacuação de Khan al-Ahmar, uma comunidade palestina localizada na Cisjordânia, como parte da retaliação. 'A Autoridade Palestina iniciou uma guerra e terá uma guerra', prometeu Smotrich, refletindo a insatisfação do governo israelense com o apoio palestino a ações legais promovidas por organizações internacionais contra Israel.
Contexto das tensões com o TPI
Bezalel Smotrich é um dos principais nomes da extrema-direita em Israel e conhecido por defender a conquista permanente de territórios palestinos. O gabinete do procurador do TPI, procurado pela agência de notícias Reuters, recusou-se a comentar o caso e salientou que o processo é confidencial.
A situação representa uma escalada nas tensões entre Israel e a corte em Haia, que emitiu mandados de prisão contra o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ex-ministro da Defesa Yoav Gallant em 2024. Ambos são acusados de crimes de guerra, incluindo 'fome como método de guerra' e 'crimes contra a humanidade de assassinato, perseguição e outros atos desumanos'. Na época, Netanyahu rejeitou 'com desgosto' a ordem de prisão, acusando o tribunal de equipará-lo com os 'monstros do Hamas', cuja liderança também foi acusada de crimes de guerra. 'É exatamente assim que se parece o novo antissemitismo: ele passou dos campi do Ocidente para a Corte em Haia. Que vergonha!', acrescentou o premiê.



