Rússia inicia maior exercício nuclear desde o fim da Guerra Fria
Maior exercício nuclear russo desde a Guerra Fria

A Rússia deu início nesta terça-feira, 19 de maio de 2026, ao maior exercício de simulação de guerra nuclear desde o fim da Guerra Fria, ocorrido em 1991. O anúncio foi feito pelo Ministério da Defesa russo, que informou que as Forças Armadas da Federação Russa conduzem, entre os dias 19 e 21 de maio, um treinamento militar focado na preparação e no uso de forças nucleares diante de uma possível ameaça de agressão.

Detalhes do exercício militar

O exercício envolve mais de 65 mil soldados e cerca de 7.800 equipamentos bélicos, incluindo mais de 200 mísseis, 140 aeronaves, 73 navios e 13 submarinos. De acordo com o ministério, será realizado um teste do uso de armas nucleares posicionadas na vizinha Belarus. Além disso, Moscou deslocou um míssil hipersônico com capacidade nuclear, denominado Oreshnik, para o território bielorrusso. Mísseis balísticos e mísseis de cruzeiro também serão testados durante o treinamento.

Cronograma e contexto geopolítico

O início do exercício coincide com a visita do presidente russo, Vladimir Putin, à China. A reunião, marcada para esta terça e quarta-feira, ocorre em um momento de estreitamento das relações entre os dois países. No domingo anterior, os aliados trocaram cartas de felicitações para comemorar os 30 anos da associação estratégica entre Rússia e China. Segundo a mídia estatal chinesa, o presidente Xi Jinping afirmou que a cooperação bilateral entre as nações se aprofundou e se consolidou continuamente. Este ano marca exatamente três décadas da parceria estratégica.

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Os dois líderes já se encontraram em mais de 40 ocasiões, o que reflete o fortalecimento dos laços diplomáticos e econômicos. Esse movimento tem gerado preocupação nos Estados Unidos e na Europa, especialmente desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022. Analistas apontam que o apoio econômico e diplomático chinês a Moscou tem contribuído para a perpetuação do conflito.

Intensificação dos conflitos na Ucrânia

Enquanto isso, na semana passada, Rússia e Ucrânia trocaram os ataques aéreos mais intensos desde o início da guerra, em 2022, resultando em dezenas de mortos. Nesta terça-feira, quatro pessoas foram mortas por ataques no norte do território ucraniano. A situação permanece tensa, com implicações diretas para a segurança regional e global.

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