Irã proíbe exportação de aço até maio após ataques em conflito com Israel e EUA
Irã proíbe exportação de aço até maio após ataques

O Irã anunciou a proibição da exportação de placas e chapas de aço até o dia 30 de maio, conforme informou a mídia estatal nesta segunda-feira (27). A medida ocorre em meio ao conflito com Israel e os Estados Unidos, que tem causado danos significativos à indústria siderúrgica do país.

Impactos na produção de aço

De acordo com o jornal Etemad, entre 25% e 30% da produção de aço do Irã foi desativada após ataques a instalações estratégicas. Grandes produtores, como a Mobarakeh Steel Company e a Khuzestan Steel Company, foram atingidos durante a guerra, resultando em interrupções na produção que afetam setores como construção civil, automotivo e infraestrutura.

Perspectivas de recuperação

Um membro do conselho de representantes da Câmara de Comércio do Irã afirmou que o mercado de chapas de aço deve se estabilizar dentro de dois meses, à medida que as importações compensem a escassez e reduzam a demanda especulativa, segundo a agência de notícias iraniana Tabnak. No entanto, um diretor adjunto da Khuzestan Steel Company declarou, no início de abril, que a restauração total das operações pode levar entre 6 e 12 meses após os danos sofridos.

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Consequências econômicas

O aço é uma das principais fontes de receita de exportação não petrolífera do Irã. A perda de capacidade produtiva e exportadora pode pressionar a balança comercial e as receitas em moeda estrangeira, além de arriscar a perda de participação no mercado global de aço, conforme destacou o Etemad. Espera-se que os danos gerem consequências econômicas mais amplas, com possíveis perdas de empregos e pressão de alta sobre a inflação.

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