Irã lidera aumento global de execuções, maior número em 25 anos
Irã lidera aumento global de execuções, maior em 25 anos

Irã lidera aumento global de execuções, maior número em 25 anos

O aumento "impactante" das execuções realizadas no Irã ao longo de 2025 fez com que o número global de mortos por pena capital saltasse para o maior nível em mais de duas décadas, revelou o relatório anual da Anistia Internacional, publicado nesta segunda-feira, 18. De acordo com o levantamento, das 2.707 pessoas executadas no ano passado, Teerã foi responsável por 2.159, quase 80% das sentenças.

De acordo com a organização de direitos humanos, a pena tem sido utilizada pelas autoridades iranianas como "instrumento de repressão e controle político", particularmente após a breve guerra de junho do ano passado contra Israel. Embora os dados façam referência a 2025, tanto a Anistia Internacional quanto outros grupos de direitos humanos apontam que o cenário para 2026 segue um caminho semelhante. Após intensos protestos populares em janeiro, que balançaram o regime dos aiatolás, e os ataques dos Estados Unidos e Israel que abriram uma guerra ao Irã, as autoridades do país têm intensificado o uso da pena de morte.

Números globais alarmantes

No total, as 2.707 pessoas sentenciadas à morte em todo o mundo representam o maior número de execuções registrado desde 1981 — quando 3.191 pessoas foram executadas —, um recorde definido como "alarmante" pela Anistia Internacional. Segundo a instituição, somente 17 países aplicaram a pena no ano passado, com destaque para Arábia Saudita (356 mortos), Iêmen (51 mortos), Estados Unidos (47 mortos), Egito (23 mortos) e Somália, Singapura e Kuwait (com 17 mortos cada).

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"Esse alarmante aumento no uso da pena de morte se deve a um pequeno grupo isolado de Estados dispostos a executar a qualquer custo, apesar da tendência global contínua de abolição", disse a secretária-geral da Anistia Internacional, Agnès Callamard. "Essa minoria sem vergonha está usando a pena de morte como arma para incutir medo, esmagar a dissidência e punir comunidades marginalizadas", disparou.

O número não inclui as execuções realizadas na China, definida como "o principal carrasco do mundo" pela organização. De acordo com a Anistia Internacional, Pequim realiza milhares de execuções, mas o número total permanece desconhecido uma vez que tais dados são segredo de Estado.

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