Harvard limita nota máxima a 20% dos alunos para "restaurar integridade" acadêmica
Harvard limita nota 10 a 20% dos alunos para integridade

A Universidade Harvard aprovou nesta quarta-feira, 20, uma medida que restringe o número de alunos que podem receber nota A (equivalente a 10) para "restaurar a integridade" do sistema de avaliação. A partir do segundo semestre de 2027, os professores poderão atribuir a pontuação máxima para aproximadamente 20% da turma.

Contexto da mudança

A decisão foi motivada por um relatório divulgado em outubro do ano passado, que revelou que mais de 60% das notas concedidas aos alunos de graduação de Harvard são A. Há duas décadas, apenas um quarto dos estudantes recebia essa avaliação. O documento concluiu que o sistema estava "prejudicando a cultura acadêmica da universidade".

Amanda Claybaugh, diretora da área de graduação, afirmou ao jornal britânico The Guardian que a expectativa é de que o novo controle devolva "à cultura acadêmica da faculdade o que ela era no passado recente".

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Detalhes da nova regra

A fórmula aprovada pelo corpo docente de Harvard por 458 votos a favor e 201 contra segue a lógica do "20 mais quatro". Em uma turma de 100 estudantes, apenas 24 podem receber nota A. Também foi aprovada uma proposta que estabelece que a classificação percentual média, e não o GPA (média ponderada acumulada), será determinante para a atribuição de prêmios e honrarias na instituição da Ivy League.

Uma outra iniciativa, que sugeria que as disciplinas poderiam pedir isenção à limitação de notas máximas, foi rejeitada.

Justificativa da subcomissão

"Isso é de suma importância para nossos alunos. Uma nota A em Harvard agora dirá a eles, bem como a empregadores e programas de pós-graduação, algo concreto sobre o que um aluno conquistou", escreveu a subcomissão que elaborou as propostas. "Um A voltará a ser o que as diretrizes de Harvard sempre disseram que é: uma marca de distinção extraordinária."

Reação dos alunos

As medidas são extremamente impopulares entre os estudantes de Harvard. Em uma pesquisa realizada em fevereiro, quase 85% deles disseram desaprovar as propostas. Alguns argumentaram que a mudança na política interna poderia aumentar a competição, desencorajar riscos intelectuais e infringir a autonomia dos professores.

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